sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

“1º Leiria Chistmas Night Trail”

No sábado 15 de dezembro, menos de uma semana depois de ter corrida a 27ª Maratona de Lisboa e para terminar o ano nada melhor que participar no “1º Leiria Chistmas Night Trail”. Este Trail foi uma prova de solidariedade, com o objetivo de reunir géneros alimentícios para apoiar duas instituições a “Cáritas” e a “Casa do Gaiato“, assim além do preço da inscrição, todos os atletas fizeram um donativo de, pelo menos, 2kg de géneros alimentícios não perecíveis.
Desta vez fui o único EntroncamentoRunner a comparecer na linha da partida, o resto da família optou por ir até ao centro comercial fazer compras de Natal.
Depois da entrega dos géneros alimentícios e do levantamento do dorsal, tarefa que se mostrou algo complicada, desloquei-me para junto do estádio de Leiria (local onde terminava a prova) para reunir com os restantes atletas do CLAC-Entroncamento. O ambiente é descontraído, tão descontraído que poucos minutos antes da partida “descubro” que não trousse o frontal, como é que vou fazer uma prova noturna sem frontal??? Bem isto é urbano vou junto a alguém que tenha um bom frontal e vou desenrascando-me… mas o que vale é que há amigos que pensam em tudo, o Orlando Pires do CA Barreira tinha trazido um frontal de reserva, que me emprestou (obrigado Orlando).
Deslocámo-nos para o local da partida, havia muita gente e muitos deles eram novos nestas andanças, como a prova tinha cronometragem com o sistema sportident, havia que fazer o controlo inicial e ai é que foi complicado. A partida foi dada com algum atraso (cerca de 30 minutos) e lá vai todo o pessoal subida acima. Optei por fazer uma prova em ritmo calmo e para isso nada melhor que ir acompanhado por alguém que tivesse um bom frontal e de preferência que fosse meu conhecido. O “Abutre” João Lamas encaixava perfeitamente nos meus condicionalismos, e lá fomos correndo, falando e brincando, também tivemos ligeiros enganos, mas nada de preocupante. Na passagem por um parque de estacionamento subterrâneo, juntou-se um grupo com bastantes elementos e um deles era o meu conhecido Paulo Mestre. O grupo dirigia-se agora para o castelo, local onde estava o abastecimento, depois a passagem pela rampa para um Skuuuuu
Passagem pelo centro de Leiria, mais um parque de estacionamento suterrâneo e já depois da escadaria que nos levava a uma igreja ganho algum avanço e vou correndo. Aos 17km vejo um equipamento do CLAC à minha frente, percebo que é o João Dias, vai num bom ritmo e durante algum tempo faço-lhe companhia. Em seguida vem uma zona de pinhal com terreno sem lama que dava para correr a bom ritmo, vou seguindo e vou distanciando-me, pouco depois já estou a entrar novamente na zona urbana de Leiria, agora o percurso desenrolava-se junto ao rio Lis numa zona de jardim, o ritmo de corrida agora é mais próximo do de uma prova de estrada, o estádio já se consegue ver, mas como o percurso não estava balizado e o parque de estacionamento do estádio estava com bastantes veículos houve alguma confusão no acesso. As indicações eram dadas por atletas que já tinham terminado a prova e a dúvida se seria mesmo por ali subsistia.
Entrada no estádio e só faltavam 300 metros para terminar este Trail Solidário de 22km, o qual terminei em 92º lugar com 2h18:45.
Os meus parabéns à organização pelo percurso apresentado, um circuito nada monótono, pelo excelente abastecimento num local lindíssimo, as passagens pelos parques de estacionamento subterrâneos e o local de chegada no estádio. Com alguns melhoramentos, nomeadamente no afunilamento aos 600 metros e uma melhor marcação é sem dúvidas uma grande prova de trail.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

27ª Maratona de Lisboa

No passado dia 9 de Dezembro deslocámo-nos a Lisboa para correr a 27ª Maratona SEASIDE de Lisboa, a última Maratona do Ano.
Mais uma Maratona concluida, desta vez em Lisboa.

Tudo correu como o planeado (previa fazer 3h20) excepto uma paragem técnica na "casa de banho" aos 31 km para libertar algum peso (a barriga ia apertada desde os 10 km, já não dava para aguentar mais) e a malfadada subida da Avª Almirante Reis que nunca mais acabava... o final 3h23'48'' oficial e 3h23''15 de chip.
Clicar para aceder aos dados da corrida recolhidos pelo meu Garmin

Depois de uma semana complicada a Otília conseguiu terminar a sua 8ª Maratona.
Parece que esta foi a última vez que a prova se realizou neste circuito, para o ano vamos ver como será...

sábado, 8 de dezembro de 2012

Ultra Trail Amigos da Montanha - 60 km

No dia 25 de novembro os EntroncamentoRunners estiveram presentes pelo segundo ano consecutivo, na Ultra Trail Amigos da Montanha uma prova com cerca de 60 km, com trilhos muito bonitos na zona de Barcelos.

Os Amigos da Montanha mais uma vez brindaram-nos com um slide já com 32kms nas pernas, mas foram os braços a ressentirem-se...
O meu resultado final foi 65º lugar da geral com 7h37
A Otília também alinhou nos 60 km, foram poucas as que tiveram a ousadia de partir para tão grande aventura.
Até houve tempo para uma travessia em canoa no rio Cávado
No final nada melhor que terminar na companhia da grande Célia Azenha, alcançando o 139º lugar da geral com a marca de 9h32.
Agora vamos ver como corre a Maratona de Lisboa.
Saudações Trailianas

terça-feira, 20 de novembro de 2012

25.ª edição da Meia-Maratona Internacional Elvas/Badajoz.

Mais uma prova na preparação da Maratona de Lisboa.
 
Na madrugada do dia 11 de Novembro, saímos bem cedo do Entroncamento na companhia dos amigos do CLAC, para chegarmos a Badajoz com tempo para deixarmos a carrinha e apanharmos os autocarros da organização para o local de partida. Mas a viagem não correu conforme esperávamos, perto das 6h15 da manhã, o piso escorregadio dificultou a travagem e só parámos quando embatemos no carro que seguia à nossa frente, felizmente só houve chapa batida ninguém se magoou.

O sol nascia e nós a preencher a papelada do seguro, depois de tudo tratado e da GNR ter comparecido no local, verificámos que a carrinha ainda estava em condições de nos transportar, só que agora teria de ser diretamente para o local de partida, o Parque da Piedade, em Elvas.

Chegados a Elvas e lá vamos nós levantar os dorsais… problemas e mais problemas… as nossas inscrições aparecem como não pagas… o pagamento tinha sido realizado ao responsável português, que por sua vez tinha feito o pagamento em dinheiro à organização espanhola, mas na listagem estamos como não pagos e como tal os elementos do secretariado foram bem claros não há dorsais para ninguém. Do lado português não estava ninguém que pudesse comprovar a nossa versão e nós sem sabermos o que devíamos fazer… bem vamos pagar outra vez, depois do dinheiro recolhido (10€ por atleta) dirigimo-nos ao secretariado para efetuarmos o pagamento, quando somos novamente surpreendidos pelos elementos da organização son ahora 20€”, agora o pagamento seria de 20€ por atleta por estarmos a pagar fora do prazo. Faltavam menos de 30 minutos para a partida e nós sem sabermos o que iriamos fazer. Já quando nada o fazia crer aparece um espanhol elemento da organização que ao ter conhecimento da situação lá se lembrou que afinal as inscrições estavam pagas, só que o programa informático não aceitava pagamentos em numerário, dai as listagens estarem com essa indicação…

Depois de nos disponibilizarem os dorsais, ainda tivemos de fazer o controlo inicial e colocarmos os nossos sacos na carrinha do pessoal da casa do Benfica de Abrantes, um sprint para o local da partida e faltavam menos de 5 minutos para o tiro da largada.
Após o tiro de partida havia que esquecer tudo o que se tinha passado e tentar fazer o melhor. O dia estava fresco e com algum vento contra, mas com cerca de 1000 atletas em prova (recorde de participantes) rapidamente nos concentramos no que temos que fazer.

No final o balanço foi positivo, a tarefa foi cumprida.
 
  
Bons Treinos

terça-feira, 30 de outubro de 2012

20 km de Almeirim - 2012

28- 10-2012

Este ano os EntroncamentoRunners voltaram a Almeirim para correr os já famosos “20 km de Almeirim”, a prova serviu principalmente para preparar a Maratona de Lisboa, fazer uma sessão de corrida ligeiramente mais rápida que o habitual e em alcatrão. Nos últimos 6 meses temos treinado essencialmente em trilhos e estradões de terra batida, a última prova de estrada foi a Maratona de Barcelona, no já longínquo mês de Março, por tudo isto estávamos um pouco apreensivos no regresso ao alcatrão.
 
Para esta prova eu não sabia bem qual o ritmo que deveria escolher, mas correr abaixo da 1h30 já seria bom.
 A partida foi calma e sem grandes confusões (já me tinha esquecido dos teimosos que continuam a partir lá na frente a ritmos de 6’/km…) o ritmo inicial foi dentro do que tinha previsto, mas como me ia a sentir bem lá fui indo. Fui passando alguns colegas, o ritmo rondava os 4'15/km e estava a sentir-me bem. Depois da volta inicial dentro de Almeirim viramos na direção de Alpiarça, aqui sentia-se algum vento contra, tentei manter o ritmo sem me desgastar muito, neste momento seguia acompanhado por um atleta da Casa de Benfica de Abrantes que corria num ritmo muito idêntico ao meu e me acompanhou até ao final.
Passagem aos 10 km com 42’30’’, as sensações eram boas, mais um pouco e já estávamos a fazer a subida para o retorno junto à barragem dos Patudos, no regresso vou passando por amigos que me vão incentivando e já depois da rotunda cruzo com a minha Otília que vem na companhia do colega de clube António Paixão, percebo que vem descontraída e aceno-lhe.

No regresso a Almeirim procuro manter o mesmo ritmo sem grandes exageros, mas ao chegar ao 17º km tomo a decisão de tentar correr um pouco mais rápido, o que consegui até final, terminando mesmo com um km final na casa do 3’58’’/km (mas aquela reta da meta nunca mais acabava….) e concluo no 186º lugar com um tempo final de 1h25’27’’ (1h25’01’’ no meu garmin) http://connect.garmin.com/activity/238077492.
No final estava contente com o resultado alcançado, ainda na zona da chegada troco algumas palavras com companheiros das provas de trilhos e todos dizíamos o mesmo… aqui é outro ritmo.

Pouco tempo depois aparece a Otília, que também está a preparar a Maratona de Lisboa, com um sorriso de orelha a orelha pois tinha terminado com 1h43’53’’ (1h43’23’’ no garmin).
 
Segundo ela “Um regresso às provas de estrada nos 20 km de Almeirim, estava com receio pois não tenho feito treinos para estas provas. Assim parti com calma e com cabeça e acabei por fazer melhor tempo do que a última vez que lá tinha ido há 2 anos atrás, o que me deixou muito contente 1h43’23’’ (o meu registo tempo), uma prova muito confortável sempre com ritmo certinho e a sentir força mesmo nos últimos kms agora só resta continuar a treinar......!
Foi muito rever amigos do alcatrão...eheheh!”
 
Depois veio o banho e a famosa sopa da pedra, que este ano consegui saborear ao som de uma “banda latina”, ainda consegui trocar algumas palavras com o António Almeida e a Isabel, bem como com alguns colegas que já não via há alguns anos (e não estou a exagerar).
Sobre a organização da prova, penso que estiveram bem, com abastecimentos regulares, suficientes e com um bom grupo de voluntários. A festa no final também é muito boa, com bailarico e tudo.

O único aspeto menos bom, foi a “algazarra” nos momentos antes da partida, uma barulheira em que ninguém percebia nada, com um som exageradamente alto e com um animador que deixa muito a desejar no que a um evento desportivo diz respeito…
ue lá tinha ido à 2 anos atrás, o que me deixou muito contente 1'43,23 (o meu registo tempo), uma prova muito confortável sempre com ritmo certinho e a sentir força mesmo nos últimos kms agora só resta continuar a treinar......!
Foi muito rever amigos do alcatrão...eheheh!

domingo, 21 de outubro de 2012

2ª RedCrossTrail - Maiorca - 2012

Os EntroncamentoRunners deslocaram-se no passado Domingo, 16 de Outubro, à Vila de Maiorca, concelho de Figueira da Foz para participar mais uma vez no RedCross Trail, prova na vertente de Trail organizada pela delegação da Cruz Vermelha local.
Este ano o evento apresentou duas distâncias, uma de 21 km (K21) e a prova principal na distância de 42 km (K42), ambas com partida no areal da praia de Quiaios e términus junto ao moinho de vento no Parque do Lago em Maiorca.
O dia amanheceu com chuva, e até pouco antes da partida parecia que tinha vindo para ficar, mas pelas 9h30 houve uma paragem que foi aproveitada pela organização para dar a “buzinadela” de partida.
A centena de atletas presentes percorreram um quilómetro inicial no areal e em seguida iniciaram a subida que os levou ao estradão que estava bastante enlameado, nesta fase inicial o peso das sapatilhas era enorme devido ao barro agarrado o que dificultava a progressão.
 
 
Na parte inicial ainda tive a oportunidade de trocar algumas palavras com o Tiago Dionísio sobre a data dos “Trilhos do Almourol”, segundo ele em princípio em 2013 lá estará novamente. Obrigado Tiago pela confiança.
Depois de muito subir deixámos o estradão, nesse momento vou correndo na companhia dos amigos Vitorino Coragem, Aníbal Godinho, Carlos Sousa e Ana Grosnik, os trilhos não muito técnicos, mas temos de ter atenção devido à lama.
Passagem rápida pelo primeiro ponto de abastecimento e toca a correr, pouco depois algumas dúvidas num trilho que apresentava poucas fitas, mas optámos por seguir em frente e em seguida começámos a ver atletas vindos da nossa esquerda, pensámos que eles se tinham enganado e que tinham cortado caminho (ou então nós tínhamo-nos enganado e percorrido alguns kms a mais), mas afinal não, nessa altura as duas provas (K42 e K21) utilizam o mesmo trilho. Na altura ficámos confusos, pois não sabíamos se estávamos enganados, mas lá seguimos corremos junto dos atletas que partiram 30 minutos depois, nessa altura tinhamos cerca de 12 km corridos e os do K21 estavam no 6º km.
O trilho tem uma vista espetacular sobre o mar, mas não nos podemos distrair, pouco depois já estamos no miradouro da “Bandeira”, em seguida entramos num estradão a descer que deu para ultrapassar muita gente.
Viragem à esquerda e um novo trilho com mais lama, foi necessário seguir com calma e com a ajuda das mãos agarrando algumas árvores para não cair, sigo agora atrás dum grupo de atletas do K21 onde se encontra o meu colega João Dias, na primeira oportunidade (numa subida) ultrapasso-o e sigo em direção às eólicas.
Ao ver o fotógrafo não esqueço a promessa que havia feito à Otília de sorrir.
Nesta altura opto por seguir num ritmo não muito forte, sabia que ainda faltava muito e como na semana anterior tinha tido um grande “empeno” na Serra De Arga tinha que ter calma.
Passagem pelo segundo ponto de abastecimento e ainda vou a tempo de ver o Maçarria do Benfica da Figueira da Foz a ser picado por uma vespa, poucos depois dá-se a separação dos dois percursos (K42 e K21), seguimos pelo estradão da direita, uns metros mais à frente uma queda do Maçarria sem consequências e uns kms mais à frente numa viragem à direita escorrego eu e vou ao chão, não é nada de grave, lavo as mãos numa poça de água e sigo, mais à frente cerca dos 20 km nova queda do Maçarria, aparentemente sem consequências.
Vou prosseguindo, agora a subir e aos 24 km somos presenteados por uma vista sobre o rio Mondego que nos faz pensar o porquê de andarmos metidos nestas corridas.
O percurso não oferece dificuldades, o ritmo de corrida é controlado, mas ao chegar aos 27 km, aparece-nos uma “parede” com piso escorregadio. Vou subindo agarrando a vegetação rasteira de forma a não cair para trás, a inclinação é brutal, mas a maior dificuldade é mesmo o piso.
Ao chegarmos ao topo temos o terceiro posto de abastecimento, nesse momento sou alcançado pelo Aníbal Godinho, que abastece e segue, eu demoro um pouco mais no abastecimento e parto no seu encalce, passamos a povoação de Vila Verde e entramos num trilho que sobe ligeiramente. As maiores dificuldades já tinham sido passadas, agora era gerir até ao final, mantendo um bom ritmo para terminar esta aventura.
Mesmo no final ainda tivemos a companhia da chuva, uma passagem por um túnel ferroviário abandonado e pelo último posto de abastecimento.
Após 4h46:08 de corrida, e 42 km nas pernas cortei a linha de meta no 21º lugar, desta vez com um sorriso na cara, para compensar a foto da chegada na Serra de Arga.
A Otília chegou mais uma vez com um sorriso que até faz pensar que isto é fácil. Terminou em 64º lugar, na companhia do colega Felício, com 5h53:49.
 
Resta-me dar os parabéns à organização, em especial ao amigo Jorge Freitas, pelo trabalho desenvolvido.
Na minha opinião uma prova não muito difícil (a manter neste nível) em que o percurso deste ano é muito mais interessante.
 
Saudações Trailianas

sábado, 13 de outubro de 2012

Grande Trail Serra D’Arga - Maratona de Montanha (45 km)

Obrigado Carlos Sá, parabéns pela prova e pela aventura que nos proporcionaste

Esta era a prova mais esperada por nós, após na 1ª edição no ano passado ter sido interrompida aos 21 km na localidade de S. Lourenço da Montaria por razões de segurança.
Partimos no sábado rumo a Caminha na companhia do colega de clube José Oliveira e a sua esposa Luísa, chegámos ao local de levantamento de dorsais e havia muita cara nova nestas andanças, o norte fervilha de novos atletas rendidos ao trail. Depois de uma breve visita à feira de material de trail ainda fomos a tempo de ouvir a palestra do Marco Olmo, embora o homem não falasse muito foi de fato impressionante ver a sua simplicidade e a sua filosofia de vida.
Após ouvir as recomendações do Carlos Sá, sobre a prova, seguimos para os alojamentos turísticos Camarido, este aldeamento efetuou um parceria com a organização, possibilitando dormidas a um preço bastante acessível e nós sabendo das dificuldades que iriamos encontrar, optámos por fazer uma boa noite de sono, o local não podia ser melhor.
No dia “D” levantámo-nos às 6h00, tomámos o pequeno almoço e partimos para Dem, local de partida do Grande Trail Serra D’Arga. Pouco depois das 7h00 já estávamos prontos para fazer o controlo inicial e partirmos à aventura.
A partida foi dada à oitava badalada do sino da igreja, os primeiros 3kms são feitos em subida, o 1º km por estradão mas logo em seguida inicia o trilho de pé posto. No início vamos encontrando muitas caras conhecidas e aproveito para pôr a conversa em dia, quando chego ao 1º abastecimento (3km) encontro-me junto da Susana Simões (vencedora feminina), junto a ela vai a Cristina Carvalho e a Júlia Conceição, opto por seguir junto a elas e observar a “luta”… a Susana corre com uma leveza que faz inveja, o Telmo Veloso e o Pedro Marques vão dando apoio e assim vamos progredindo serra abaixo. Na descida passamos por manada de cavalos selvagens, sinto-me fresco e feliz. Na passagem pelo abastecimento do Mosteiro de São João de Arga a Susana foge um pouco, optei por seguir num ritmo mais consentâneo com o meu nível pois ainda faltava muito.
Em seguida vem o troço junto ao rio Âncora, o piso estava bastante escorregadio, mas consegui transpô-lo sem cair ou escorregar, esta parte obriga-nos a muita atenção e por vezes nem foi possível observar a beleza do percurso. A zona em que corremos junto a uma levada é muito bonita e depois a zona da cascata, consegui fazer toda esta zona sem molhar os pés, mas no subida final (que fiz com tração às quatro) a lama era tanta que foi impossível manter os pezinhos secos.

Quando cheguei ao alcatrão sentia-me bem e com forças, pelo que optei por seguir em bom ritmo de corrida até ao abastecimento de S. Lourenço da Montaria. No abastecimento não demorei muito tempo, parti acompanhado pela Cristina Carvalho e Pedro Marques, mas logo após a primeira rampa vou ganhando algum avanço, vou correndo nas zonas menos inclinadas e caminhando nas outras. Pouco depois alcanço o José Sousa das Lebres do Sado, queixa-se de uma dor no joelho esquerdo que o impossibilita de subir ao ritmo desejado, vou continuando a subir e afasto-me, a subida é longa mas não sinto dificuldades em progredir. Alcançamos o topo da serra aos 24 km, depois vem uma descida em calçada romana espetacular, infelizmente as descidas não são o meu forte (também não são as subidas), sou passado por alguns atletas, entre eles o António Ferreira, o José Simões e o José Sousa, eles descem como loucos, opto por ser mais cauteloso, mas travar nas descidas também faz estragos, as coxas começam a dar sinal… em 2,5 km passamos dos 813 metros para os 387, mais de 400 metros de desnível. Passagem pelo abastecimento dos 29 kms em Cerquido e o pior estava para vir… uma subida duríssima que nos leva à Srª do Minho. Começo a ter dificuldades na progressão, neste momento tenho como companheiro de aventura o António Ferreira, que vai fazendo um pára e anda constante, para se refrescar nas várias fontes naturais que vai encontrando, mesmo assim sobe melhor que eu. Depois de vencido o último morro passamos junto à capela da Srª do Minho e entramos numa zona sem grandes dificuldades até aos 36 km, local do último abastecimento sólido. Consigo chegar aqui com 5h30 e penso que a prova já está “conseguida”, puro engano.
O percurso aqui é um sobe e desce constante por pedras e trilhos que só o Carlos Sá consegue ver. As coxas começam a dar sinal, vou tentando gerir, mas já depois dos 40 kms, quando vou descendo um estradão e penso que já tinha ultrapassado tudo o que havia para ultrapassar, sou novamente surpreendido por um elemento da organização que nos informa que ainda faltam 5 kms… para irmos com calma, que era só subir mais 800 metros, depois era plano (só na cabeça dele) e depois seria a descida final. Cheguei a pensar que o percurso agora seguiria pelo estradão onde me encontrava, puro engano. As fitas indicavam à nossa esquerda a tal subida de 800 metros… e que subida, a inclinação é grande e alguém atrás de mim reclama que aquilo era uma escalada, vou progredindo com bastante dificuldade esperando que as cãibras não apareçam, sento-me um pouco numa pedra para dar descanso às coxas, volto o reiniciar a marcha (se é que se pode chamar marcha), em alguns obstáculos mais difíceis vou utilizando as mãos para ajudar à progressão, neste momento sou alcançado pela Cristina Carvalho que aparenta estar mais fresca que eu, vejo-a a afastar-se e ainda tento seguir na sua companhia, mas o corpo não deixa. Ao chegar à zona do último abastecimento bebo um gole de água do cinturão que transportava e imediatamente sinto cólicas e sou obrigado a vomitar, paro junto a uma pedra para me recompor, mas sinto fortes dores abdominais e um enjoo que não consigo explicar. Sabia que faltava muito pouco, sentia-me fraco mas não podia ficar ali, passo pelo abastecimento e “meti” um copo de Powerade na esperança que me desse forças para seguir. E lá vou eu serra abaixo, o estômago estava melhor, agora era só esperar que as coxas não fraquejassem, tudo aquilo que tínhamos subido no início agora era a descer, engane-se quem pense que a descida é feita num ritmo mais rápido que a subida, a primeira parte da descida é bastante técnica, só a meio é que se consegue correr. Olhando para baixo vê-se a igreja e ouve-se o som da chegada, já cheira a meta, as pernas estão a responder bem, vou ultrapassando quem agora vai em piores condições que eu, entrada no último km, agora é só estradão e a descer, corro a um bom ritmo, talvez rápido demais, mas o bichinho é assim…
Metros finais e lá está o pórtico e o campeão Carlos Sá para me entregar o prémio Finisher.
Completei esta aventura em 7h04:19, 130º lugar da geral masculina, em 331 atletas chegados.
Depois deste EMPENO, tinha que repor energias, mas o estômago teimava em não aceitar a oferta, várias vezes tentei mas o resultado foi sempre o mesmo. Os minutos foram passando e comecei a ficar apreensivo se a Otília conseguiria vencer a dureza desta prova, embora ela seja a única cá de casa que tem o passaporte dos 3 dígitos carimbado (completou os 100 km de Portalegre), mas como a prova teve uma dificuldade extrema a dúvida subsistia.
Seguiu-se o banho, este ano com muito melhores condições e pouco depois o José Oliveira, que devido a problemas respiratórios teve de abandonar as 21 kms (nem sabe do que se livrou) informou-me que a Otília já tinha terminado.
Mais uma vez ela triunfou, conseguiu vencer o desafio e completar a prova em 8h40:01, no 15º lugar da geral feminina, em 22 atletas chegadas.

Nota: para a próxima ler com atenção as indicações da organização

MUITO IMPORTANTE
· É preciso ter a condição física adequada às características desta prova de extrema dureza, que junta ao mesmo alta quilometragem, longa duração, terreno montanhoso, grandes desníveis, exposição ao sol, etc.
· É imprescindível beber em todos os abastecimentos e alimentar-se convenientemente.
· Devido às características tão especiais da prova, é recomendável a utilização de calçado e roupa adequada, corta-vento, boné, óculos e creme solar sempre que precisar.
· O participante deverá ter em conta a necessidade de levar abastecimento líquido e sólido adicional pessoalmente.
· Como amostra da dureza da prova prevê-se que os primeiros corredores completarão o percurso em cerca de 3:30h.

Obs: A organização pensava que os primeiros faziam 3h30, mas na realidade fizeram perto 5 horas…

Saudações Trailianas

terça-feira, 25 de setembro de 2012

III Trail Terras do Grande Lago



Em breve só lhe vou ver as costas pois a Susana é como se diz "rija que nem cornos" tem uma força enorme, já foi e em breve será de novo uma grande atleta agora de trail, é um orgulho para mim ir a correr ao lado dela! Foi um prazer puder apreciar a paisagem que estava linda
devido a chuva e conversar com tantos amigos que me dispensam tanto carinho. Parece que ainda fiquei em 3º lugar do meu escalão. eheheh! Bons treinose Até breve.
percurso bastante acessível mas não é uma auto-estrada! Para mim é o que se chama um parte pernas com subidas e descidas que por não serem muito difíceis se vão fazendo mais depressa e nos vão arrebentando e quebrando a energia que temos no ínicio. Parti muito bem com o meu colega de equipa Joao Dias até aos 10km fez -se muito bem depois o João que já ia um bocadinho á minha frente foi seguindo e eu fui gerindo com mais calma. Fiz mais uma vez a maior parte deste trail com a Susana Adelino Pinto que me apanhou penso que aos 16 km e depois fomos juntas mesmo até ao penúltimo km, nessa altura ela já vinha muito dorida (mas continuava rindo do empeno que trazia) e eu segui pois já me cheirava á meta, nessa alturas não sei como mas arranjo sempre uma energia extra. Em breve só lhe vou ver as costas pois a Susana é como se diz "rija que nem cornos" tem uma força enorme, já foi e em breve será de novo uma grande atleta agora de trail, é um orgulho para mim ir a correr ao lado dela! Foi um prazer puder apreciar a paisagem que estava linda
devido a chuva e conversar com tantos amigos que me dispensam tanto carinho. Parece que ainda fiquei em 3º lugar do meu escalão. eheheh! Bons treinose Até breve.Visão de Otília Leal
Visão de Otília Leal
Visão de Otília Leal

III Trail Terras do Grande Lago a 2ª prova da época ainda um bocadinho cedo para 35 km (mas fizeram -se) foi a minha 1ª vez neste trail organizado por atletas e para atletas estão de parabéns mais uma vez o pessoal de Omundodacorrida, sempre fantásticos! Para mim foi uma boa estreia com direito a chuva do inicio até ao fim, ás vezes parecia um dilúvio de vez em quando aliviava uns bocadinhos, um percurso bastante acessível mas não é uma auto-estrada! Para mim é o que se chama um parte pernas com subidas e descidas que por não serem muito difíceis se vão fazendo mais depressa e nos vão arrebentando e quebrando a energia que temos no início. Parti muito bem com o meu colega de equipa João Dias. Até aos 10km fez-se muito bem, depois o João que já ia um bocadinho à minha frente foi seguindo e eu fui gerindo com mais calma. Fiz mais uma vez a maior parte deste trail com a Susana Adelino Pinto que me apanhou penso que aos 16 km e depois fomos juntas mesmo até ao penúltimo km, nessa altura ela já vinha muito dorida (mas continuava rindo do empeno que trazia) e eu segui pois já me cheirava à meta, nessas alturas não sei como mas arranjo sempre uma energia extra. Em breve só lhe vou ver as costas pois a Susana é como se diz "rija que nem cornos" tem uma força enorme, já foi e em breve será de novo uma grande atleta, mas agora de trail, é um orgulho para mim ir a correr ao lado dela! Foi um prazer puder apreciar a paisagem que estava linda devido a chuva e conversar com tantos amigos que me dispensam tanto carinho. Acabei em 133º lugar com 4h09:06 parece que ainda fiquei em 3º lugar do meu escalão. eheheh!
Bons treinos e Até breve.

Visão de José Brito

Saímos do Entroncamento pouco passava das 5h00 da manhã, eu a Otília o João Santos e o João Dias, viagem tranquila debaixo de um grande dilúvio, chegada a Portel cerca das 8h00.
Fizemos os últimos preparativos e fomos transportados pelo autocarro da organização para o local de partida, a "pacata" Aldeia do Alqueva.
Muitas foram as caras conhecidas que encontrámos na zona da partida, o ambiente gerado era o habitual neste tipo de competições, mas poucos segundos antes da partida começou a chover e durante toda a prova tivemos a companhia da chuva que por vezes foi um verdadeiro dilúvio.
Esta era a primeira vez que participava nesta prova, e embora tivesse ouvido  dizer que a primeira parte era bastante rápida e que era necessário saber gerir as forças, parece que o aviso não surtiu efeito.


Os primeiros kms foram corridos a ritmos bastante rápidos (para o meu nível) sempre na companhia dos colegas de equipa João Santos e Marçal Silva, mas depois do 20º km percebo que tenho de reduzir, pois o terreno começa a ser um pouco mais inclinado.
A chuva não pára, no terreno há água em abundância, as forças vão faltando e opto por fazer algumas partes em marcha. Aos 27 km os primeiros sinais de cãibras, pouco depois dos 30 km passagem pelo último posto de abastecimento, sabia que já faltava pouco, vou progredindo num ritmo lento mas certinho, última subida volto novamente à marcha, quando chego ao topo do morro já cheira a meta (Portel), inicio o descida num ritmo a rondar os 5'/km e já no final da descida, aos 34 km sou surpreendido por fortes cãibras no quadricipede esquerdo, ao tentar descontrair essa zona começo também a ficar com cãibras no quadricipede direito,  fiquei literalmente com duas pernas de pau.
Tentei alongar mas não consegui, nesse momento passa por mim um companheiro de prova que me ajuda a sentar no chão e me diz que tem na mochila um produto que me vai por bom em cerca de 30 seg., retirou um spray Reflex (parece que não se vende em Portugal)

 e aplicou nos locais onde lhe indiquei, depois de se certificar que estava tudo bem comigo, seguiu o seu caminho. Passados poucos segundos as cãibras pararam e pude recomeçar a minha corrida, mas num ritmo muito mais lento. Neste último km fui passado por vários atletas, companheiros de várias provas que vendo o meu estado deblitado me questionavam se estava tudo bem comigo. A resposta foi sempre a mesma "fiquei sem gasolina".
Já bem perto da meta sou alcançado pelo colega de clube Jorge Freitas com quem partilhei os últimos metros de prova.
Completei a prova em 76º lugar com 3h32:50

Parabéns à organização da Associação Omundodacorrida que tudo fez para que o evento tivesse do agrado de todos.

Conclusões: Se não tens treinos longos e rápidos não te metas nestas aventuras... começa lento para acabar rápido e não o contrário (espero não me esquecer desta lição nas próximas provas...hehee)
Obrigado ao companheiro (de quem não sei o nome) que me ajudou num momento em que eu estava completamente débil, mais uma vez se comprovou que as competições de Trail são diferentes, que o Trail é mais do que correr.

Nota: Se souberem onde se pode comprar Reflex digam, pois nas provas longas habitualmente tenho este problema

Saudações Trailianas

domingo, 9 de setembro de 2012

II Trilhos dos Templários

1 de setembro de 2012


II Trilhos dos Templários

Depois de umas semanitas a recuperar esta é a prova que “abre” a época!!!
E este ano a coisa foi diferente, a prova teve o seu momento de partida poucos minutos depois das 18h00, com a distância (15 km) mas o percurso foi ligeiramente mais técnico, o número de participantes também foi maior o que “obrigou” a partir rápido, mas o maior entrave foi a temperatura, que este ano era muito mais elevada.

Esta prova marcava a estreia do Tomás Brito no mundo do Trail, após algumas corridas durante as férias, aproveitou Os Trilhos dos Templários para sentir a atmosfera do mundo trail, digo atmosfera porque o trail não é só uma variante do atletismo, para mim é muito mais do que isso, é uma cultura, uma filosofia, uma religião, uma forma de vida.

Deixando isso para outro dia

Quanto à minha corrida nos primeiros kms o ritmo foi bastante rápido (pelo menos para o meu ritmo), abaixo de 4’30/km, na passagem no primeiro abastecimento (aos 4 km) já tinha a boca bastante seca derivado do muito pó no ar, fruto dos atletas que corriam à minha frente. Após a passagem pelo aqueduto decidi correr ligeiramente mais lento para recuperar as forças, pois sabia que entre os 8kms e os 12 kms havia muito por onde correr e sempre a descer. Na segunda passagem pelo aqueduto as forças já não eram as mesmas, mas a temperatura era menor e como já faltava tão pouco para terminar, o melhor mesmo era tentar acelerar, faltava só vencer duas ou três paredes mas nada de outro mundo. Os kms iam passando e a vontade de terminar crescendo, ao chegar aos 14 km decidi acelerar ainda mais, havia um grupo de atletas uma dezena de metros à minha frente e eu sentia-me em condições de os alcançar, nesse grupo estava o meu colega de clube Mário Salgueiro. No final da prova existe uma subida, sentia-me com forças e rapidamente alcanço o grupo, pergunto ao Mário se me consegue seguir, responde-me negativamente… prossigo no ritmo que levava e rapidamente alcanço mais atletas que vou passando até ao final.

Completei esta prova em 1h20:13, alcançando o 40º lugar da geral.
a Otília terminou em 1h49:52 no 152º lugar
e o Tomás completou a sua primeira prova em 1h41:29 no 123º lugar.
Não há dúvidas que o rapaz tem jeito para a coisa, com mais uns anos em cima e uns kms nas pernas em breve está a passar por mim que nem tenho tempo de lhe ver a cor das solas...

Saudações Trailianas

Ultra Trail Nocturno Lagoa de Óbidos

4 de Agosto de 2012


Esta é uma prova especial...

É uma prova organizada por quem sabe muito de Trail, os amigos Jorge Serrazina, Luís Gonzaga e companhia tudo fizeram para nos proporcionar um evento à altura… e conseguiram. Os meses de julho e agosto normalmente para mim são meses de “descanso” e para se estar em forma para 50 km a coisa não é fácil, ainda por cima com areia e dunas à mistura.

A prova é noturna e desenrola-se na zona da Lagoa de Óbidos, este ano tive a companhia do amigo Mário Salgueiro, juntos corremos desde o anoitecer
  até ao meio da madrugada, no final completei o circuito em 6h12:13 em 81º lugar da geral.
A Otília preferiu correr a distância mais curta, os 25 km e fez a prova na companhia da Susana Adelino.
Quando terminei a minha prova lá estava ela à minha espera, foi bom entrar pela porta de acesso ao castelo e ver o seu sorriso.

Para o ano conto repetir, vamos ver como correm as coisas até lá.

Saudações Trailianas