quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

31 de Dezembro, dia de São Silvestre, Papa e Santo Romano

Natural de Roma, São Silvestre foi papa e governou a Igreja de 314 a 355 d.C, ano em que morreu, exactamente no dia 31 de Dezembro. A Igreja Católica escolheu esta data para canonizá-lo, nós elegemos este dia para realizar uma corrida nocturna (de preferência sem chuva ou frio).
A 31 de Dezembro em várias partes do mundo realizam-se corridas de São Silvestre, mas a mais antiga, tradicional e prestigiosa corrida realiza-se no Brasil na cidade de São Paulo (quem sabe um dia... lá não deve fazer frio e chuva).
Em Portugal vários são os eventos com o nome de “Corrida de São Silvestre”, este ano Eu e a Otília resolvemos trocar a prova de São Silvestre de Torres Novas pela prova de Lisboa (prova com percurso mais plano, o que permitiria a Otília derrubar a barreira dos 50 min. e a mim manter um ritmo cardíaco mais baixo).
(altimetria da São Silvestre de Lisboa, a vermelho a 1ª volta, a verde a 2ª)
A nossa ideia contagiou alguns amigos de treino e então os EntroncamentoRunners na tarde de Sábado dia 27 de Dezembro deslocaram-se a Lisboa para realizar a São Silvestre da capital. Depois de algumas desistências apenas partiram eu a Otília, a Joana e o Sr. Pinhão (a Paula Freire já se encontrava em Lisboa).
Durante a viagem o espírito era de esperança que ocorresse um milagre e que a chuva diluviana acabasse por parar (afinal não pode haver assim tanta água lá em cima), a dúvida no entanto persistia “onde iríamos estacionar o carro?”, após um contacto com a Paula decidimos apontar para o Parque subterrâneo do Martim Moniz. Chegamos ao parque (pelas 17h30), encontrámo-nos com a Paula Freire que tinha os dorsais dos restantes elementos da equipa (Brito, Otília, Joana e Pinhão), após a distribuição dos sacos começamos nos preparativos para a nossa competição.
Devido à chuva que teimava em cair, decidi (com uma forte pressão da Otília) realizar a corrida com calções de Lycra, duas t-shirts e um impermeável, de forma a manter uma boa temperatura corporal e precaver possíveis resfriados.
Ligeiro aquecimento no interior do parque e 20 minutos antes da hora de partida partimos em direcção ao Rossio e mantivemo-nos debaixo de um dos toldos que rodeiam a Praça até aos momentos que antecederam o trio de partida.
Eu e a Otília (acompanhados pelo Pinhão e a Joana) resolvemos entrar no sector dos 50’ (tempos previstos entre os 50 e 60 minutos) ajustamos a estratégia para realizarmos a prova em conjunto, pois havia da minha parte alguma preocupação relativamente à minha condição física, só tinha realizado dois treinos desde meados de Novembro (depois da Ribafria).
As condições climatéricas melhoraram e ouviu-se a voz da Campeã Rosa Mota no som ambiente, pouco depois a buzina que dava o tiro de partida.
A confusão foi a normal para uma prova desta envergadura, embora a curva à esquerda e o estreitamento da faixa de rodagem junto à estação do Rossio não tivessem facilitado a tarefa de quem queria correr mais rápido, algumas dificuldades também criadas por quem teima em partir à frente mas no entanto apresenta andamentos de lá de trás (alguma falta de formação por parte de alguns atletas de pelotão), mas lá fomos nós dar a volta à Praça dos Restauradores e regressámos à Praça D. Pedro IV (Rossio), descida pela Rua do Ouro em direcção à Praça do Comércio (local onde trabalhei durante dois anos na 2ª Esquadra), o 1º km já tinha sido corrido e eu nem o tinha visto tal era a multidão.
Viragem à direita para a Ribeira das Naus e a Otília tinha ficado uns metros para trás (mas estava tudo controlado), as minhas pernas estavam a entrar no ritmo (o aquecimento estava feito), retorno no Cais-do-Sodré e o 2º km também já tinha sido passado e eu nem o tinha visto (também era de noite, tenho essa desculpa), no regresso à Praça do Comércio apercebo-me que a Otília tinha ficado”bloqueada” por um grupo de atletas, reduzo o ritmo e procuro aquele boné vermelho, passado alguns segundos lá está ela, pergunto-lhe se está tudo bem e tento convence-la a apanhar o tipo que corria com o balão azul com a marca dos 50’ (objectivo previsto para a Otília), a Otília percebeu que a minha vontade era ir mais rápido e então deu-me luz verde, entretanto já tinha passado o 3º Km e eu nem o tinha visto.
Ao entrar na Rua da Prata (ligeira subida) mudo de ritmo para os 4,20/km, tentando manter um ritmo cardíaco abaixo das 170ppm) e tento chegar ao tal tipo com o balão, o que acabei por concretizar já na Praça dos Restauradores, pouco depois o 4º km (passagem com 19,09 no meu crono), finalmente tinha “encontrado” um km, e inicio da subida da Av. da Liberdade procurando manter o ritmo de corrida (a subida é um pouco longa), passagem pelo 5º km em 24,51 oficiais (23,59 no meu crono), o ritmo tinha diminuído para 4,50/km mas também era a subir, pouco depois veio o retorno e deu-se início a descida (tudo o que sobe desce), as dificuldades tinham sido ultrapassadas no topo da subida o meu ritmo cardíaco era de 173ppm o que até nem era mau para os objectivos iniciais, pouco depois cruzo com a Otília que ainda vinha no subida, grito-lhe algumas palavras de incentivo “Vai lá Tí” ao que ela responde “Vai lá Brito” (só mesmo nós percebemos esta linguagem).
Passagem pelo 6º km em 28,30 (no meu crono) a um ritmo de 4,30/km, era a melhor parte da prova o espectáculo de ver toda a Avenida cheia de gente a correr era maravilhosa (já tinha saudades destes ritmos e de correr), o percurso a descer e toda esta motivação leva por vezes a alguns excessos pelo que a passagem ao 7º km foi feita em 32,44 (no meu….) a um ritmo de 4,14/km, a pulsação essa continuava nas 173ppm.
A Praça do Comércio já tinha sido passada mais uma vez e já estava novamente em direcção ao Cais-do Sodré o percurso agora era plano, depois daquele km corrido a um ritmo mais rápido houve a preocupação de tentar correr um pouco mais lento, passagem ao 8º km em 37,09 (no m….) o que dava um ritmo de 4,24/km, mas o ritmo cardíaco em vez de diminuir tinha aumentado para as 175ppm (sinal que a fadiga vinha a caminho), mas como as pernas estavam bem e motivação também manda alguma coisa ai vai ele para o 9º km corrido em 4,11/km, passagem em 41,20 (já sabem no meu crono), uma olhada para o cronómetro e umas contas rápidas de cabeça “isto ainda vai dar para entrar na casa dos 45 minutos), mas é então que se instala um dilema a pulsação mantinha-se nas 175ppm (já acima das imposições por mim impostas) será que valia a pena forçar, já tinha sido tão bom ter conseguido correr assim…
Entrada na Rua da Prata, ligeira subida, a sensação de ter conseguido era enorme, o ritmo cardíaco manteve-se até à entrada da Praça do Rossio para os 200 metros finais, momento em que passou para as 178ppm, não sei se por ter acelerado para a meta ou pela emoção de todo aquele espectáculo, um olhar para o cronómetro da organização e já tinha acabado. A marca obtida de 46,41 oficiais (45,49 no meu crono) com um quilómetro final de 4,28/km superava tudo aquilo que podia esperar no início da prova. A minha frequência cardíaca média foi de 160ppm e a máxima atingiu as 178ppm (um pouco acima do aconselhável para mim...)
(Frequência cardíaca e altimetria da São Silvestre de Lisboa, registados no meu Polar S725X)
Depois foi a parte pior, retirar o chip, receber as recordações habituais neste tipo de eventos e ter que passar por uma saída (juntamente com mais mil e tal atletas) em que só cabia 1 pessoa de cada vez o que se revelou tarefa mais difícil que propriamente a prova. No exterior vejo a Joana com cara triste, não tinha conseguido acabar a prova (encostou aos 7 km), mas a minha alegria era tanta que nem prestei muita atenção (as minhas desculpas Joana), depois esperámos pela Otília que também teve de passar por aquela porta estreitinha, quando saiu disse dois ou três palavrões, os quais não posso reproduzir aqui, por segundo ela ter sido apalpada durante aquela confusão (à coisas que nem o Diabo acredita…), tinha realizado uma marca de 50,20 (desta vez no crono dela). Como já estava a ficar com frio dirigi-me para o carro enquanto as duas ficaram à espera do Sr. Pinhão, que completou a sua prova na casa dos 56 minutos. Pouco depois chegam os três comparsas ao carro e oiço aquelas palavras que sabem tão bem do Pinhão “Grande Prova Brito…”
Depois de bebermos um chá bem quentinho (desculpa Susana e Mota, mas não conseguimos resistir a copiar esta coisa do chazinho), fizemo-nos à estrada.

Esta foi a história da minha São Silvestre (e dos EntroncamentoRunners) que embora não tivesse ocorrido no dia 31 de Dezembro foi a melhor São Silvestre do Mundo.
JCBrito

sábado, 27 de dezembro de 2008

Resultados São Silvestre de Lisboa

Realizou-se hoje a primeira edição da São Silvestre de Lisboa.

Após duas semanas de sol (o último dia de chuva foi no encontro de blogues) eu nem queria acreditar o dia amanheceu frio e chuvoso, mas a vontade de participar na corrida era forte e aquele pensamento de que as condições poderiam melhorar mantinha-se (afinal piorar não podia).

Notícia de ultima hora o grupo tinha diminuido (tinham ocorrido algumas desistências), o grupo de resistentes antecipa a partida para as 16h00 (devido às condições climatéricas).

A viagem decorreu debaixo de chuva torrencial, mas às 17h30 o pessoal já se encontrava no ponto de encontro o parque subterraneo do Martim Moniz (que também serviu de local de aquecimento) para receber os dorsais que a Paula já havia levantado.

O comentário era geral "o pessoal é mesmo maluco em correr com esta chuva", mas o que tem de ser, tem que ser... e pelas 18h30 lá nos deslocámos para o local da partida.

A chuva teimava em cair, obrigando os atletas a refugiarem-se junto dos vários toldos que circundam o Rossio.

Pelas 19h00 deu-se a partida para a prova e com a ajuda de São Pedro a chuva diminuiu acabando mesmo por parar, o que acabou por facilitar a tarefa de todos os presentes.

Na partida tentei não perder a Otília, a ritmo era lento devido à enorme multidão que corria à nossa frente, demorámos cerca de 1km para podermos correr em condições, lá fomos nós dar a volta aos Restauradores para depois descermos até à Praça do Comércio e Cais do Sodré, como os atletas eram muitos a Otília foi perdendo alguns metros (no entanto sempre com contacto visual), perto do 3º Km perdi o contacto visual, então decidi abrandar, pouco depois lá vem ela com o seu boné, pergunto "tá tudo bem?" ao que ela responde "sim se tiveres bem podes ir" palavras mágicas para os meus ouvidos, assim podia seguir no meu ritmo.

E eu estava mesmo a sentir-me bem, acelarei o passo ( 4,20/Km) e fui tentar apanhar o tipo que corria com um balão com a marca de 50 min, o que acabei por conseguir perto do 4º km.

Pouco depois começa a subida, mantive o ritmo e procurei manter o ritmo cardíaco, depois veio a descida o ritmo passou para 4,10/Km, a sensação de correr a um bom ritmo era fantástica, o espectáculo de ver toda a Avenida de Liberdade inundada por milhares de atletas era enorme, enquanto descia avistei a Otília, a Joana e o Pinhão ainda na subida, após uma palavra de incentivo segui concentrado na minha prova.

Os quilómetros foram passando, no retorno do Cais do Sodré não consegui avistar a Otília, faltavam apenas dois quilometros por isso prossegui até que a Meta apareceu.

Tempo final oficial de 46,41 (tempo no meu cronómetro, da linha de partida à de chegada 45,49).
Depois veio a confusão com tanta gente a tentar entregar o chip para receber em troca algumas lembranças e abastecimento líquido, depois de alguns momentos de confusão consegui completar a tarefa.

Pouco tempo depois chegou a Otília, com um crono oficial de 51,10, um excelente resultado para as condições climatéricas (50,20 se descontarmos os 50 seg "perdidos" na partida).
No próximo ano lá estaremos.

JCBrito

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Já cheira a São Silvestre de Lisboa

Olá amigos blogueiros, este ano os EntroncamentoRunners vão realizar a primeira edição da São Silvestre de Lisboa, as minhas dores nos tendões diminuiram e ontem até me permitiram realizar um treino de 1 hora na companhia da Otília e de alguns amigos do CLAC.
Agora resta esperar pelo tiro de partida no próximo Sábado e que as condições climatéricas ajudem na festa.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Prémio Dardos

Fiquei super contente ao saber que o blog EntroncamentoRunners foi agraciado com o Prémio Dardos, indicado pelo João Meixedo do blog Leões de Kantaoui.

O significado do prêmio:
"Com o Prêmio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web."

As regras para receber o prêmio:
1) Exibir a imagem do selo;
2) Linkar o blog pelo qual você recebeu a indicação;
3 Escolher 15 outros blogs a quem entregar o Prêmio Dardos;
4) E avisar a todos, claro!



Bem agora tenho que fazer minha parte também. Então, lá vai a lista dos blogs que indico para receber este prémio. Como sou novato nestas andanças apenas vou indicar 13 blogs, espero que não seja o número do azar... (a ordem pela qual são mencionados os blogs não revela qualquer tipo de preferência, apena são mencionados por ordem alfabética)
  • Atleta Radical
  • Blog do Atletismo
  • Borboletas e Malmequeres
  • Correr Mais
  • Corre com Alma
  • Corre Comigo
  • Espraiar
  • Maratonazinha
  • Maratonista
  • Maratona
  • Pára que não Pára
  • Palavra de Corredor
  • TomarAcorrida

Abraço a todos e boas corridas

EntroncamentoRunners

JCBrito

domingo, 14 de dezembro de 2008

1º Meeting Blogger TomarAcorrida (2)

Os EntroncamentoRunners estiveram presentes hoje numa excelente iniciativa do TomarAcorrida, o 1º Meeting de malta com blogs de atletismo. O parque de estacionamento do Convento de Cristo serviu de ponto de encontro, quando chegámos já alguns dos participantes estavam presentes.

Em seguida descemos até ao Posto de Turismo para nos aquecermos com um chá quente, oferecido pelo TomarAcorrida e um bolo Rei oferecido pelo Pára que não Pára. As condições climatéricas agravavam-se, mas apesar de o dia estar chuvoso a malta não se amedrontou e lá foi cumprir a tarefa de 1h30 de corrida (eu cá fiquei pela 1h05) em contacto com a natureza e alguma zona histórica de Tomar.

Já não treinava em tomar há cerca de 10 anos (altura em que passei a residir no Entroncamento), foi com nostalgia que recordei o circuito de manutenção da Mata dos Sete Montes (actualmente ao abandono) onde cheguei a realizar provas de corta-mato escolar, e o açude de pedra onde realizei alguns treinos e nos dias mais quentes dei umas boas braçadas.

Após o treino faltava a segunda parte e ai foi a surpesa total afinal o pessoal não é só bom a correr, também é bom de faca e garfo...no final da refeição mais uma surpresa, o Luís Rodrigo amigo do TomarAcorrida, havia esculpido umas placas comemorativas do nosso encontro, que o Luís Mota nos ofereceu (o meu muito obrigado).

Após as fotos da praxe e de um breve passeio, foi com pena que me vim embora (tinha a festa de Natal da escola do meu filhote) e acabei por não poder realizar o brinde com o vinho do M. Paiva e o bolo da Suzy, as minhas desculpas a todos.

A todos boas corridas e até à próxima...

EntroncamentoRunners

1º Meeting Blogger TomarAcorrida

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

1º Encontro de malta com Blogs

Domingo não posso faltar ao primeiro encontro de malta que corre e que navega na net.
Uma iniciativa no Luís Mota (TomarAcorrida) a quem quero dar os parabéns (quem me dera ter assim boas ideias).
Vamos ver se o pessoal também é bom de faca e garfo....

EntroncamentoRunners
JCBrito

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

São Silvestre de Lisboa

Quando soube que este ano Lisboa iria ter a sua São Silvestre, pensei logo que não poderia faltar, e embora ainda falte algum tempo para chegarmos ao dia 27 de Dezembro, a minha inscrição já está feita.
Não podia deixar de estar presente nesta primeira edição da prova e acabei por contagiar alguns amigos do EntroncamentoRunners (Otília, Paula Freire, Mª José Machado e a Joana) que também vão embarcar nesta festa da corrida.

Neste momento os treinos são nulos mas a vontade de participar é muita e mesmo sem treinar a minha presença está garantida. Para realizar a prova vou utilizar as minhas novas sapatilhas de "competição"... que também utilizei na prova da Ribafria e a de Samora Correia.


quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Resultados Oficiais 15 Km Samora Correia 2008

A classificação final da Otília foi 180º lugar da geral, com o tempo oficial de 1h16,33.
Para aceder aos resultados oficiais dos 15 Km de Samora Correia 2008 e clicar no link http://juntadefreguesia.samornet.com/comuns/imagens/anexos/classificacoes_samora_geral.pdf

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Otília bate recorde nos 15 Km de Samora Correia

Foi numa manhã com muito frio, chuva e até granizo que decorreu a prova de Samora Correia.

Na partida com a Otília e António Matias

Nos momentos que antecederam a partida havia alguma anciedade no seio do grupo dos EntroncamentoRunners, a colega Maria José Machado iria realizar a sua primeira prova de 15 Km e logo com aquele frio.

No aquecimento as condições climatéricas até prometiam dar tréguas, as núvens dissiparam e a partida realizou-se em boas condições.

Após o tiro de partida foi com enorme prazer que reconheci o Joaquim Adelino num grupo um pouco mais atrás, abrandei o passo e fui cumprimenta-lo, depois aumentei novamente o passo para tentar chegar à Otília que tinha partido que nem uma bala, mas ainda não tinha chegado ao 1º Km e já o gémeo me dava indicações que a coisa não ia ser fácil, tendo nesse momento optado por parar para não agravar a lesão. O Joaquim Adelino vinha logo atrás, ainda me deu algumas palavras de incentivo, mas a coisa estava mesmo difícil, depois ainda passaram a Joana e o Pinhão, mais palavras de incentivo "vamos" ,"mais devagar", depois ainda vinha o Sr José Canelo (com os seus 84 anos cheios de energia) na companhia da Maria José Machado, foi então que tentei mais uma vez iniciar a corrida e lá fui acompanhando os colegas de treino, mas à passagem pela meta aos 3 Km, com 18 minutos de prova (média de 6' por km) decidi abandonar a prova e entrar para o carro, em boa hora o fiz pois aos 25 minutos de prova a chuva e o granizo não perdoaram obrigando mesmo a Otília e o Joaquim Adelino (nesse momento e até final seu companheiro de prova) a uma pequena paragem para se protegerem.

A espera foi longa, o pensamento centrava-se agora na Otília e se ela conseguiria acabar a prova abaixo da 1h18.

Os atletas começaram a chegar e eu a olhar para o relógio e a tentar vislumbrar no meio dos participantes a minha Otília. Eis então que lá vem ela na companhia do Adelino, o recorde pessoal estava no papo, mais um esforço e marca final de 1h15,59 (oficioso e descontando a paragem para se abrigar do granizo) o tempo oficial ainda não saiu mas foi na da 1h17,00 o que dá recorde pessoal na mesma e com estas condições climatéricas.

(Sequencia fotográfica do Otília e Joaquim Adelino na chegada)

Para os meus botões pensei a Otília vai dizer-me que nunca mais vais entrar numa prova com estas condições climatéricas e aquele pensamento tipo questão "mas o que é que eu ando aqui a fazer?" "Será que se eu estivesse em casa não ganhava mais" vai ser o comentário do dia.

Pois é... enganei-me, a Otília adorou a prova e já diz que para o ano vai marcar presença novamente nos 15 km de Samorra Correia, só mesmo quem anda nisto sabe o que é este "vicio".

No final tive a prazer de conversar com o Adelino que me apresentou a Susana e o Daniel e ainda tive a surpresa de ir ao pódio receber a taça da Maria José Freitas que ficou em 2º lugar de veteranas e a estreante nestas andanças (Maria José Machado) conseguiu chegar ao fim dos seus primeiros 15 km.


Adelino, Brito, Otília, Vasco, Tomás, Susana e Daniel