quarta-feira, 22 de novembro de 2017

3º Eco Trail do Funchal - Madeira

Realizou-se no passado dia 28 de Outubro o 3º Eco Trail do Funchal - Madeira, prova organizada pelo Diário de Notícias da Madeira.

A cidade do Funchal está incluída numa rota de provas internacionais de Eco Trail, uma variante de trail running, que se distingue por incluir um circuito urbano, o Eco Trail do Funchal - Madeira quer assumir-se como uma referência internacional, tendo os participantes 4 distâncias à sua escolha: 80km, 40km, 25km e 15km, todas com Meta bem no coração da cidade do Funchal-Madeira.

A minha presença nesta prova esteve em dúvida até ao momento da partida. Nas últimas semanas tinha tido problemas musculares que me impediram de treinar a corrida, praticamente só fiz ginásio, mas todo o ambiente de prova e uma boa pomada de aquecimento nos gémeos fazem milagres.
Às 9 horas da manhã do dia 28 de Outubro, lá estava eu na linha de partida com a companhia do Rui Pinho, que iria ser meu companheiro de aventura.

A partida para a distância dos 25 Km foi numa zona serrana da freguesia de Santo António, começando praticamente logo a subir em direcção ao Pico do Prado, o primeiro km foi percorrido em 17 minutos, o que mostra bem a inclinação do single track.

Entretanto o calor e a humidade começaram a ser a grande dificuldade, o percurso seguia depois pela Levada da Serra, um dos mais antigos canais de irrigação desta localidade que ainda hoje tem uma importância significativa. Sempre a subir por zonas onde a reflorestação levada a cabo por diferentes entidades tem vindo a dar os seus frutos, chegamos ao Pico do Buxo aos 6 kms de prova (1500 metros de altitude), onde se encontrava o primeiro posto de abastecimento.



Depois foi praticamente sempre a descer até ao centro da cidade (nível do mar), foram 14 kms de descida que me deixaram os pés, glúteos e quadricipetes completamente destruídos, descidas com parcelas técnicas, cuja dificuldade vai sendo minorada pelas vistas fantásticas sobre o Funchal.

A descida termina na Praia Formosa, uma das zonas balneares de calhau rolado mais emblemáticas do Funchal, ao chegar à praia a maior dificuldade foi conseguir continuar a correr, depois de tanto descer os músculos não queriam. Como o treino tinha sido praticamente nulo e já estava com 20 km de prova comecei a sentir alguma tensão nos adutores, optei por seguir em ritmo mais lento, dando "ordem ao Rui para seguir o seu ritmo. A parte final da prova não tem grande dificuldade técnica é praticamente um passeio ao longo da orla costeira, com uma passagem pela Levada dos Piornais, uma outra levada que continua a ter um peso significativo na agricultura e irrigação dos jardins funchalenses.
Nesta última parte, o calor era ainda mais intenso, fui alternando a corrida lenta com a caminhada, com o único objectivo de chegar à linha de meta na placa central da Avenida Arriaga em boas condições físicas.
A corrida que seria de 25 km, acabou por ter 28Km, que consegui concluir em 4h03:52, num percurso que teve de subida 1200 D+ e de descida 2000 D-.

sábado, 23 de setembro de 2017

Porque nem sempre corre como queremos... Grande Trail Serra D'Arga

23-09-2017
Este ano tinha decidido voltar a correr o Grande Trail Serra D'Arga 53km.
Gosto bastante desta serra e como me faltava uma prova Ultra para terminar o Circuito ATRP, nada melhor que a serra D'Arga.
Mas o mês de setembro foi um mês dificil, com alguns problemas físicos e por isso menos treino, mas só tentando saberia se seria possível.
Infelizmente não foi possível terminar e aos 26km.... Com problemas de estômago, sem água e com a subida da Senhora do Minho pela frente, decidi voltar para o posto de abastecimento do Cerquido e abandonar.
No entanto valeu cada metro corrido.






No entanto há dias em que não somos nós quem manda e desta vez o estômago foi quem mandou.

Momentos finais antes de optar pelo abandono do GTSA

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Corrida Praia da Vieira

26-08-2017

Os EntroncamentoRunners, voltaram à praia da Vieira para mais uma participação na Corrida da Praia da Vieira, mais uma vez em representação do C.A.S.P.A. - Clube Amador Só Para Atletismo
A prova organizada pelo I.D.V. - Industrial Desportivo Vieirense teve a partida às 17h30 na Avenida dos Pescadores, os atletas passaram ainda pela Avenida da Marginal, seguindo depois o percurso por estradão de terra batida e areia junto às margens do Rio Liz, para se voltar à Praia da Vieira onde se encontrava a meta, num total de aproximadamente 8 km de distância.

A participação nesta corrida foi encarada como preparação para eventos futuros, os treinos nunca são suficientes, o calor não ajuda mas mesmo assim a corrida faz parte de mim por isso nada melhor que estar junto de amigos fazer um fim de dia na praia e correr sem sofrer muito.

Nesta aventura tivemos a companhia do Mário Salgueiro e da Maria José Machado.
Parti na companhia do Mário Salgueiro (também atleta do C.A.S.P.A.) e seguimos sempre os dois até ao fim, sempre com um ritmo constante, embora a parte final tenha sido um pouco mais difícil.



 Terminei em 93º lugar da geral com 35:35 e contente com a minha prestação. 

A Otília estava um pouco receosa porque os treinos não têm sido muitos e algumas lesões também não têm ajudado.
Mas mesmo com todas as contrariedades portou-se muito bem conseguindo terminar em 45:22, no 192º lugar da geral e no excelente 4º lugar de Veteranas F40.

Agora é treinar que os próximos desafios estão perto.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

IX Trail Nocturno Lagoa de Óbidos

Mais uma participação no Trail Nocturno Lagoa de Óbidos.

12-08-2017
Desde que tinha comprado o meu novo frontal Petzl NAO ainda não tinha tido a oportunidade de participar em nenhum evento de trail, apenas algumas corridas nos trilhos do Bonito na companhia dos amigos do C.A.S.P.A.
O IX Trail Nocturno Lagoa de Óbidos era a prova ideal para testar o material, mas o que mais me assustava era a falta de treinos longos e como a prova não é muito técnica teria de gerir muito bem para não correr demasiado rápido.
Saída de casa acompanhado da Otília (que este ano não correu) rumo a Óbidos, chegámos a tempo de estacionar, percorrer as ruas da vila com calma, levantar o dorsal e depois de ouvir as orientações dadas pela organização deu-se pelas 20h00 a partida simbólica junto às muralhas do castelo.
O primeiro troço dentro da vila foi feito a passo e depois em corrida lenta até que todos os atletas se agrupassem junto ao pórtico da partida que estava colocado junto a um pomar já fora de Óbidos.
Assim que é dada a partida uma nuvem de pó surge no ar devido aos cerca de 400 atletas alinhados à partida. Saí num ritmo lento, pouco tempo depois já estava a atravessar uma ribeira e a subir uma encosta junto a uma barragem, em seguida um afunilamento com cerca de 10 minutos parado e alguns "espertos" a não respeitarem a ordem da fila, chego ao obstáculo e afinal era só umas pedras que se tinham de escalar e depois foi entrar num trilho e seguir caminho, só a partir daqui é que foi necessário ligar o frontal.
Como tinha perdido algum tempo tentei correr mais rápido para recuperar, sabendo que poderia estar a dar um tiro nos próprios pés, mas eu sou assim... penso sempre que o homem da marreta me vai deixar passar e toca a correr.
Passo pelo primeiro abastecimento, onde estava a Otília a dar-me força e nem parei pois tinha o cinto de hidratação com bastante líquido, sigo correndo e vou ultrapassando alguns atletas que conheço. 
A noite está fresca e vou desfrutando bastante da corrida, depois do segundo abastecimento alcanço a Glória Serrazina, opto por seguir ao seu ritmo e vamos conversando sobre trilhos, maleitas e ainda assisti a uma queda desta grande atleta que em menos de um segundo já estava de novo a correr... fomos seguindo e num trilho a caminho da passagem por Óbidos fui ganhando vantagem e lá fui seguindo o meu caminho, mal eu sabia que o caminho iria entrar por uma linha de água, 500 metros num percurso aquático que obrigava a um passo lento, porque a água era turva não se conseguia ver o fundo e por vezes havia fundões em que a água chegava aos co!#ões, o cheiro também não era muito agradável mas só havia uma solução, seguir em frente.
Aquele troço demorou cerca de 15 minutos, não gosto muito de correr com os pés molhados e com areia dentro das meias, fica difícil manter o ritmo ainda por cima porque estávamos a passar pela subida mais difícil do percurso, mas eu já a conhecia do ano passado (este ano até me pareceu menor) e sabia que depois iria estar no abastecimento dos 24 km.
Chego ao 3º abastecimento com 3 horas e vejo a Otília, que me foi atestar os bidons enquanto eu tirava a areia das meias e sapatilhas, o ritmo estava dentro do que tinha previsto 8 km/h mas ainda faltavam 18 km.
Agora vinha a parte com mais estradão que nos obriga a correr, tinha de beber, comer e gerir porque agora é que começava a prova. 
Ao nível muscular sentia-me bem e conseguia continuar a correr, mas sabia que tinha de intercalar com partes em caminhada aproveitando para me hidratar. Chego ao último abastecimento aos 34 km e encontro alguns atletas em dificuldade para subir os degraus que dão acesso ao abastecimento, tento perder o menos tempo possível, encho os bidons, bebo dois copos de coca-cola e como dois cubos de marmelada e saio em seguida.
A saída do abastecimento é feita por um trilho técnico que nos leva às margens da Lagoa de Óbidos e ao chegar à lagoa começo a sentir cólicas abdominais e uma sensação de vómito, pensei que estava tramado porque ainda faltavam 8 km para a meta, opto então por seguir no próximo quilómetro em ritmo de caminhada para tentar acalmar o estômago. Aos pouquinhos fui começando a correr e as cólicas passaram, consegui voltar a correr e mesmo nos troços de subida conseguia correr, aos poucos fui me aproximando de Óbidos e já bem perto do castelo estava a minha Otília a perguntar se estava tudo bem e a dar-me força para enfrentar o último quilómetro.
Passito, passito, suave, suavezito lá fui subindo a estrada de acesso ao castelo para terminar mais uma aventura que teve 43 km e foi corrida em 5h43:01, classificando-me em 155º lugar em 290 atletas chegados.
Mas o mais importante foi ter chegado em boas condições (o que nem sempre acontece) e terminar pela quinta vez o TNLO.

Nota 1: O homem da marreta hoje ficou a dormir heheheh
Nota 2: Sobre o frontal a minha opinião é que é bastante bom, com boa adaptação à cabeça e com uma luz bastante forte permitindo correr sem preocupações 

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Reactivação do EntroncamentoRunners

Já lá vão dois anos desde a última publicação... actualmente eu e a Otília partilhamos com alguns amigos um projecto que se chama C.A.S.P.A. - Clube Amador Só Para Atletismo, é no site desse clube que podem encontrar as nossas aventuras.
No entanto penso ser importante ter um espaço só nosso para podermos voltar a contar as nossas "histórias"
Actualmente tudo passa pelo facebook, os blogues deixaram de ser moda talvez por isso esteja na hora de reactivar o ENTRONCAMENTORUNNERS.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Aventura no Trail da Serra da Lousã 19-10-2013 - (Depois de ter voltado a andar normalmente, aqui vai o relato)

O desafio do Trail da Lousã não se adivinhava fácil, depois de ter decidido não fazer a distância do UTAX (88kms), os 45kms com 2500 metros de acumulado positivo continuavam a meter respeito.
No sábado 19 de Novembro, os atletas do C.A.S.P.A./ GreenRoc (Oliveira, Mário, Acácio e eu própria) na companhia do amigo Miguel Gameiro (da Liga dos Últimos) partimos às 7h da manhã em direcção a Castanheira de Pera.
Ao chegamos levanta-mos o nosso Kit e reparei que havia poucas caras conhecidas, apenas a Maria Antonieta e pouco mais, os meus conhecidos/amigos que normalmente encontro antes da partida eram tudo gente corajosa e tinham ido ao UTAX, àquela hora já andavam no meio da serra…!
Depois da fotografia da praxe para mais tarde recordar, fizemos o controlo inicial e ouvimos algumas informações e alertas, depois foi dada a partida.
Parti motivada e sorrindo, ansiosa por aquilo que iria encontrar neste 45 km, rapidamente começamos a subir e logo aos 2km arrependo-me de não ter partido com os bastões na mão, mas eu pessoalmente não gosto de os levar logo porque por muito cuidado que tenhamos vamos sempre dando bastonadas aos colegas que estão ao lado ou atrás de nós. Depois de alguma luta conseguir abrir os bastões demorou alguns 15 minutos, sou apanhada pelo Paulo Caetano, continuo lutando com os bastões e ele vai tirando fotos para mais tarde recordar. Chegámos ao fim da 1ª subida e corro já na companhia do Miguel Gameiro num estradão óptimo para ganharmos tempo. No entanto passados alguns kms as minhas pernas já me doem como se tivesse corrido muitos kms, isto não estava fácil ainda íamos no início e já estava toda dorida! Vejo o Miguel ir embora corriscando nas subidinhas e eu não conseguia acompanha-lo, quando insistia nas subidas a correr as pernas tremiam, as ancas e virilhas já doíam. Isto não pode ser verdade ainda estávamos no início, como é que já vou tão mal, mas lá vou indo correndo e andando, não se pode desistir assim tão facilmente!
No cimo da Serra no parque eólico havia muito nevoeiro o que nos dificultava encontrar as fitas (penso que mais algumas fitas tinham ajudado) começamos então a descer e com dores ou sem dores era para correr tudo que se podia, mas nas descidas com lama a coisa ainda era pior do com pedras era cada escorregadela que até ganhava suores….! Vamos passando pelas aldeias de Xisto, Catarredor, Vaqueirinho e o Talasnal (onde é que foram desencantar este nomes???) onde está o 1º abastecimento e controle ao km 16. Encontro ali mais de 20 atletas em fila para fazerem o controlo, onde estava também o Miguel todo sorridente! Vou ao abastecimento, bebo coca-cola, café, como marmelada, queijo, mais café sabe tão bem, e lá vou para a fila do controlo que avança lentamente. E assim que fico despachada lá vou eu correndo pela descida cheiinha de pedras e por duas vezes o meu rabinho ameaça tocar no chão mas lá me endireito e sigo em frente as dorezinhas parvas ainda não me deixaram e penso se conseguirei chegar ao fim, pois continuo a sentir-me tão mal fisicamente o que ajuda é a beleza à nossa volta é fantástica não há palavras para descrever o que nos rodeia os Vales e Serras que nos envolvem é …… de ficar de boca aberta e apenas sorrir!
Depois do Talasnal e de passarmos num trilho bastante técnico chegamos a uma levada de água deve ter cerca de 1km (o trabalho que deve ter dado fazer aquilo) de um lado a levada, do outro ribanceiras. Vou com um grande grupo de atletas, um vai cheio de medo pois tem vertigens deve ser difícil!
Mais um trilho lindo, mais uma subida (feia e má) mais uma descida e os km vão se fazendo chego à aldeia de Cerdeira, linda esta aldeia, onde se encontra o 2º controlo e abastecimento km 22. Abasteço de água, bebo coca-cola e como um pãozinho com presunto (nham,nham que bom) e sigo na companhia da Carla Monteiro conversamos e concordamos que esta prova ultrapassa em beleza a Serra D´Árga e que em dureza não lhe fica atrás, mas vamos a subir e ela vai indo embora. Vou fazendo contas ao tempo que levo e o que ainda me falta e como tenho ainda por companhia as malvadas dores no corpo resolvo tomar um paracetemol que por norma levo na mochila mas que a única vez que tomei foi nos 100km de Portalegre, mas isto estava tão mau, podia ser que me aliviasse!

Continuamos a subir e sou ultrapassada por dois atletas da prova rainha UTAX e logo em seguida pela 1ª mulher que era a Ester Alves, até me sinto envergonhada ela já levava 20km a mais que eu, tinha saído 3horas antes de mim e lá ia ela avançando como se nada fosse. Paciência digo para mim própria, cada um corre o que pode, tentava convencer-me que não fazia mal correr tão pouco, enfim “o pior cego é aquele que não quer ver”. Nesta altura tinha a companhia de mais dois atletas do UTAX e subíamos em direcção aos aerogeradores de Vilarinho e Trevim que seria o ponto mais alto da nossa aventura (1205 m).
Ora se subimos, temos que descer e quando vou a meio da descida levanto a cabeça e olho para a frente e ia caindo para trás com a MAGESTOSA subida que estava ainda longe mas para onde eu tinha que passar pois conseguia distinguir pontinhos (atletas em miniatura), abri a boca mas não saiam palavras mas no meu pensamento surgiram todos os palavrões que aprendi ao longo da vida.
Arre porra! Como é que eu vou subir aquela coisa? Assim é que nunca mais chego ao fim! Mas lá fui e finalmente as dorezinhas tinham abrandado e começava a sentir-me melhor, já era tempo pois tinha 27 km feitos a penar. Chego junto a uma capela e ao poço das Neves e a partir daqui pelo gráfico seria sempre a descer. Encontro a Carla outra vez e ela deixa-me passar pois desço melhor que ela, e finalmente sinto-me bem e corro por ali abaixo num trilho (trilho do neveiro) onde às vezes só cabia um pé à frente do outro, avisto ao lado direito as descidas e subidas que tinha feito antes e onde havia ainda atletas a passarem pelo mesmo que eu. E corro, corro e de vez em quando apanho um susto pois as pedras atravessam-se nos pés, e avisam-me para ser cuidadosa pois não vou ganhar nada se cair ali, mas vou sorrindo já falta pouco 15 km (+ ou-).
 
Chego ao último abastecimento no Coentral Grande, o meu Garmim marca 31 km, muita gente sentada a descansar, alguns desistentes. Comi uma canjinha, bebo coca-cola e lá vou eu sem perder tempo pois já tinha perdido tanto, agora corro como se fosse no inicio da prova, fazemos kms no alcatrão mas não me importo nada, vejo um atleta do UTAX seguir em frente quando tinha que virar à esquerda grito-lhe várias vezes até me ouvir, quando se chega ao pé de mim agradece-me e diz que já vai ceguinho de todo (não é para menos) chego à praia fluvial do Poço do Corga começa a chuviscar mas por pouco tempo (lindo este local) vou encontrando vários atletas dos 45km que vou passando e começo a avistar muitas casas, um campo de futebol estamos quase que bom e de repente vejo a ilhota da Praia das Rocas, passamos por dentro desta e avanço em direcção à Praça da Notabilidade para mais uma vez cruzar a meta e sentir-me Feliz por ter feito 42km em 7h43, fui 8ª da geral feminina e 2ª F40 em 15 mulheres que conseguiram acabar esta aventura!
Foi das provas mais duras que fiz até hoje, (pelas dores) só tive assim dores na 1ª vez que fiz os 100km de Portalegre e depois dos 85 km!!! O meu corpo não estava bem neste dia, melhores dias virão!
Mas mesmo assim valeu a pena! A Paisagem é do melhor que podemos desejar tanto Verde lindo, Adorei!
Os meus Parabéns ao Fernando Pinto e a toda a organização do UTAX, só faltavam mais umas fitinhas!
Os meus Parabéns a todos os Corajosos que chegaram ao fim da prova do UTAX e aqueles que que tiveram a coragem de tentar!
Até breve num Trilho Qualquer! És Tu e o Trilho!

 

 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

12ª Corrida do Mirante - Ota

Depois de ter conseguido acabar os 100 kms de Portalegre, foi com muito prazer que mais uma vez marquei presença na corrida do Mirante - OTA. Esta seria a 1ª prova do grupo de amigos C.A.S.P.A/Gren Roc. Iria também ter a companhia dos meus filhotes, o Tomás na corrida e o Vasco como Fotógrafo do dia.

Assim que chegamos fomos levantar os peitorais, pôr a conversa em dia e tirar as fotos com os amigos para mais tarde recordar.
Dei um grande abraço de Parabéns à Analice pelas suas últimas aventuras e pelo Ser excecional que ela é. Chegam as 10 horas e já está muito calor só com um pequeno trote para aquecer e o pessoal já estava todo a transpirar. Foi feita a homenagem à Analice e dá-se a partida, parti com muita calma pois as pernas ainda trazem 50 km em cada uma, ao meu lado está o meu Tomás, embora por pouco tempo pois ele vai seguir na passada dele.
 

Depois de passar o rio e chegarmos lá acima ao local onde mais tarde faremos o piquenique começo a sentir-me bem e vou ultrapassando atletas que partiram um bocadito mais rápido mas com tanto calor tem que começar a gerir a prova de outra maneira. O meu Tomás continua um pouco mais à frente, encontro o Joaquim Adelino e o Luís Miguel (Tigre) e não os deixo até ao final da prova, eu achava que lhes estava a fazer falta mais uma perninha para ajudar à festa (pois desta vez não tinham a companhia da Susana Santos). E lá fomos conversando e rindo, apreciando o pessoal mais novato nestas andanças. Ainda tivemos tempo para uma foto no Mirante para mais tarde recordar.
Um bom percurso, bonito, sem ser muito difícil apenas aquele V é que nos faz um bocadinho de impressão quando o vemos assim de repente. Mas tudo se faz com calma.
Nas descidas corríamos num ritmo muito bom, as subidas eram feitas com calminha (caminhando) pois dizíamos nós que já não tínhamos idade para maluquices (fraquitos) ….ehehhe! Os últimos kms foram feitos num ritmo muito agradável em que me senti muito bem e com força nas pernitas. Acabamos os 3 juntos o Tigre dizia que eram os últimos 13 km que faltavam ao Joaquim Adelino para terminar os 100km de Portalegre e que infelizmente não tinha tido a sorte de terminar no dia 18 de Maio. Fiz o tempo de 1h35’ no quase 13 km, foi o possível.
O meu Tomás conseguiu chegar 5 minutos à minha frente, foi bom pois ele quase não treina, a preguiça reina pelo lado dele!
Em seguida o churrasco na companhia dos amigos.
Mais uma vez a Organização da corrida do Mirante está de parabéns.
Agora é preparar para a Loucura dos Trilhos da Reixida!
Beijos/Abraços e até breve.
Otília Leal