No Domingo passado eu e a Otília participamos pela primeira vez no Grande Prémio da Arrábida, este ano em edição especial, prova organizada pela Associação de Atletismo Lebres do Sado.
O CLAC - Entroncamento, esteve representado neste evento por 10 atletas, companheiros de treinos e de muitos quilómetros que no dia 28 de Novembro tinham como objectivos em comum: Correr num ambiente de festa, desfrutar o mais possível da paisagem e após a prova recuperarmos as forças num rodízio de peixe, bem juntinho ao Sado.
A viagem até Setúbal deu-se sem grandes sobressaltos, chegamos a tempo do cafezinho, do levantamento de dorsais e ainda de trocar dois dedos de conversa com os amigos habituais.
O jardim escolhido como local de partida para a prova era bastante agradável e após um fraco aquecimento lá iniciamos mais uma epopeia, juntamente com cerca de 500 participantes (terminaram 486 atletas).
Esta prova tem uma particularidade, os primeiros dois quilometros são corridos dentro da cidade em ritmo de treino (ritmo marcado por duas lebres) o que possíbilita um bom ambiente e o convivio entre os atletas de pelotão. Após o abandono das "Lebres guias" cada um corre ao ritmo que quer ou pode.
Como no próximo dia 1 de Dezembro eu e a Otília vamos participar na meia maratona da Marinha Grande, tinhamos planeado correr esta prova na Arrábida em ritmo moderado, no início corremos todos em pelotão a um ritmo de 5'30''/km, depois segui na companhia do Marçal a um ritmo de 4'20''/km até a subida da cobra, seguiram-se 2 kms de subida (4'59'' e 5'22'') onde fui passando por vários atletas. O piso era em terra batida e a inclinação forte, lá em cima o castelo de Palmela esperava por nós. Por vezes vou olhando para a esquerda para o vale, a subida é dura mas consigo manter o mesmo ritmo, já na entrada da vila avisto os da frente na descida. Chegado ao topo viragem à esquerda, aproveito para recuperar um pouco a respiração, parece que as pernas já nem sabem correr. A descida é feita primeiro em paralelo e depois em alcatrão, o ritmo aumenta e um pouco mais à frente sou avisado por um companheiro de prova que iriamos virar à esquerda e efectuar uma descida à Almourol, só que sem pedras rolantes (A imagem dos Trilhos do Almourol veio para ficar), e pouco depois lá estava ela, devidamente assinalada por um sinal de perigo. A descida em terra batida é "manhosa" (descida da lagartixa), mas um trailer já está habituado a isto e bem pior, o ritmo nesta altura era na casa dos 3'50''/km e após a descida lá estava o famoso abastecimento de moscatel, servido por pessoal vestido a rigor. Confesso que nos momentos que antecederam a partida tinha pensado em beber um moscatel no abastecimento, mas depois de 9km nas pernas e embalado pela descida "manhosa", optei por seguir em frente.

Após todos terem terminado esta aventura com sussesso, fomos até ao local dos banhos, de banho tomado havia que recuperar as energias perdidas, o local escolhido foi um rodizio de peixe junto ao Sado e podem crer que demoramos mais tempo na mesa do que aquele demorado para correr os 12.500 metros de prova...
Esta prova tem uma particularidade, os primeiros dois quilometros são corridos dentro da cidade em ritmo de treino (ritmo marcado por duas lebres) o que possíbilita um bom ambiente e o convivio entre os atletas de pelotão. Após o abandono das "Lebres guias" cada um corre ao ritmo que quer ou pode.
Como no próximo dia 1 de Dezembro eu e a Otília vamos participar na meia maratona da Marinha Grande, tinhamos planeado correr esta prova na Arrábida em ritmo moderado, no início corremos todos em pelotão a um ritmo de 5'30''/km, depois segui na companhia do Marçal a um ritmo de 4'20''/km até a subida da cobra, seguiram-se 2 kms de subida (4'59'' e 5'22'') onde fui passando por vários atletas. O piso era em terra batida e a inclinação forte, lá em cima o castelo de Palmela esperava por nós. Por vezes vou olhando para a esquerda para o vale, a subida é dura mas consigo manter o mesmo ritmo, já na entrada da vila avisto os da frente na descida. Chegado ao topo viragem à esquerda, aproveito para recuperar um pouco a respiração, parece que as pernas já nem sabem correr. A descida é feita primeiro em paralelo e depois em alcatrão, o ritmo aumenta e um pouco mais à frente sou avisado por um companheiro de prova que iriamos virar à esquerda e efectuar uma descida à Almourol, só que sem pedras rolantes (A imagem dos Trilhos do Almourol veio para ficar), e pouco depois lá estava ela, devidamente assinalada por um sinal de perigo. A descida em terra batida é "manhosa" (descida da lagartixa), mas um trailer já está habituado a isto e bem pior, o ritmo nesta altura era na casa dos 3'50''/km e após a descida lá estava o famoso abastecimento de moscatel, servido por pessoal vestido a rigor. Confesso que nos momentos que antecederam a partida tinha pensado em beber um moscatel no abastecimento, mas depois de 9km nas pernas e embalado pela descida "manhosa", optei por seguir em frente.
O percurso depois fica plano, o piso em terra batida acaba e fica apenas o alcatrão que nos tráz de volta a Setúbal. Já a caminho da meta sou supreendido pelo Hugo Velez, que estava na bema da estrada a tirar umas fotos a malta que ia passando (Obrigado Hugo), corro a um bom ritmo (3'50''/km) e sigo até ao jardim de Vanicelos em Setúbal sempre abaixo dos 4'/km. Terminando com 57'43'' no 62º lugar da geral.
No final recebo a famosa garrafa de moscatel e uma t-shirt técnica bem bonita alusiva à prova, bem como água e um bolo típico da região. Pouco depois começam a chegar os companheiros do CLAC e claro que eu estava desejoso de ver a minha Otília, e não demorou muito para ela aparecer, como é habitual com um belo sorriso, como que a dizer "esta já está, venha a próxima". A Otília conseguiu acabar com 1h10'06'', sendo a 4ª veterana 1 (314º da geral)
Após todos terem terminado esta aventura com sussesso, fomos até ao local dos banhos, de banho tomado havia que recuperar as energias perdidas, o local escolhido foi um rodizio de peixe junto ao Sado e podem crer que demoramos mais tempo na mesa do que aquele demorado para correr os 12.500 metros de prova...