quarta-feira, 14 de julho de 2010

I Trilhos do Almonda – excelente Trail para acabar a época!


No domingo (11 de Julho) fiz a última prova desta época, a 1ª edição dos Trilhos do Almonda em Torres Novas.
A ideia era participar e divertir-me, já conhecia o percurso todo pois tinha lá feito um treino, o que me fazia ter bastante receio da parte final e principalmente do calor que se acentua naquela zona.
Depois de sermos transportados em autocarros para o local de partida ouvimos os conselhos sábios do Aníbal e foi dada a partida tudo a horas, pois o calor já se fazia anunciar.
Parti nas calmas pois não queria empatar, corremos talvez 200 metros e começamos logo a escalar, chegando ao topo começo a correr calmamente pois sinto-me cansada e com as pernas muito pesadas, aos 5 kms sou obrigada a fazer um desvio, (aliviar as águas) estou nos arbustos e vejo passar a minha colega de equipa a Mª José grito-lhe para não acelerar muito, e lá consigo juntar-me a ela e ao Capito atleta do CLAC e estreante nos trilhos.
Chegamos ao 1º abastecimento tinha tudo o que um atleta tem direito, água e isótonico fresco, que bem que sabia! Entretanto chega também a Joana nossa colega de equipa (trio fantástico) saímos as três do abastecimento e lá fomos tirando fotos com o Mayer Raposo e com o Capito.
Chegamos então ao vale do Fojo um pequeno trilho com arbustos maiores que nós, o que era bom pois fazia-nos sombra e vinha mesmo a calhar pois o calor já era muito.
Atrás de nós vão aparecendo atletas que se tinham perdido (parece mentira pois estava muito bem marcado) alguns vão chateados mas a culpa cabe apenas a eles. A subida é longa o Mayer Raposo ficou para trás. Chegamos ao topo onde estão as antenas de comunicações é um local fantástico cheio de rochas em que não temos trilhos para correr, vamos saltando de pedra em pedra, a atleta Ana Vieira vinha connosco tinha-se perdido e reclamava que nem as cabras iam para ali!
Mas para mim aquela zona com tanta pedra é o meu local preferido para correr, só faltava mesmo um riacho para ser perfeito! Como a Joana e a Zé tem dificuldades com as pedras vou-me distanciando delas e a partir dai começo a sentir-me muito bem e sem cansaço e lá vou sozinha. Corremos por estradões com bastantes pedras mas que descem e isso ajuda muito, uma aragem maravilhosa refrescava-nos, chego a 2º abastecimento bebo água fresquinha e sigo rapidamente para aproveitar o gás que tinha. Encontro o Batista mais um atleta do CLAC e também estreante nos trilhos, que mesmo a descer ia a andar queixando-se de cãibras e que tem que ir calmamente.

Continuo e vou passando atletas, só no abastecimento dos 20 kms encontro o Joaquim Adelino e a Célia Azenha que tinha acabado de dar uma queda, e chegamos então à última parte do percurso, os 10 km que são mais chatos e em que se nota muito mais o calor.
A Célia diz-me para avançar pois tem que ir calmamente, sinto-me bem e lá vou eu outra vez sozinha. A minha cabeça tentava convencer-me a correr o mais possível, devagar mas sem parar fui indo e na verdade gostei muito mais desta ultima parte do que quando tinha lá treinado, não achei tanto calor nem tão difícil o percurso! Olhava para o relógio e ficava orgulhosa do meu tempo (eheheheh) ia para as 4 h, tempo que me era impossível imaginar na partida, pois estimava para as 4h30. Quando chego ao abastecimento dos 27 km bebo e sigo, ficam alguns atletas que se queixam de cãibras, mas assim que começo a correr sinto eu o meu gémeo direito a estalar, que dor! (foi a minha 1ª cãibra) sou obrigada a parar e alongar um pouco, recomeço a andar devagar e tento correr mas não está fácil, aos poucos lá vou, chego-me ao pé de dois atletas que vão caminhando no estradão que nos leva à cidade de Torres Novas estamos perto, muito perto! Recomeçando a correr e entrando no alcatrão chegamos ao estádio municipal, é a descer que bem que sabe! Mas tenho que ir com calma pois o gémeo vai dando sinais. Ao longe avisto dois ciclistas e penso logo que os conheço são dois atletas do CLAC, o Rei e o Rodrigues que vem dar uma força aos colegas, incentivam-me dizendo que já estou a acabar.
Continuo a correr, passo ao pé do tribunal e avisto o jardim das Rosas, atravesso a estrada e passo a ponte lá está o Brito a chamar por mim, e já está mais uma prova, 4h05 um tempo para mim muito honroso que me deixa orgulhosa, depois da minha desistência na Freita.
Prova fantástica, muito bem organizada, desde o percurso aos abastecimentos nada faltou de forma a satisfazer todos os atletas, desde o 1º ao último.
Acabei a época com chave de Ouro! Agora, DESCANSO aqui estou eu!

4 comentários:

joaquim adelino disse...

O repouso é merecido, depois desta prova concluída a Freita vai se esvanecendo do pensamento, no entanto ela lá está para ser vencida, lá isso vai.
Gostei de te ver ali aos 20kms, nem sabia que estavas para trás, mas como sempre estavas muito bem e nem deu sequer para te pôr os olhos em cima até chegar à meta. Nem mais, quem treina corre e consegue sempre os seus objectivos, parabéns por isso.
Um beijinho do Pára

António Almeida disse...

Otília
muitos parabéns pela tua excelente prova (e tão pouco tempo depois da aventura na Freita) à beirinha do pódio, se bem que isso não seja o mais importante.
Renovo os parabéns pela Freita (decerto que terás noção que apesar de teres desistido muitos há que ainda nem atingiram o patamar de estarem na partida, entre os quais me incluo).
Parabéns igualmente pela tua época.
Por fim agradecer em nome da família a tua simpatia e a do Brito nas várias provas em que nos fomos cruzando nestes últimos meses.
Bom descanso que bem o mereces e umas boas férias.
Abraço aos 4.

António Almeida disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mário Lima disse...

Atrás de nós vão aparecendo atletas que se tinham perdido (parece mentira pois estava muito bem marcado)

Otília, já fico mais satisfeito, afinal não sou o único a perder-me.

:))

Uma boa prova, um bom terminar de época (faltou foi um bocadinho assim para uma nova subida ao pódium) e uma satisfação enorme num sorriso enorme de quem corre por gosto.

A ti e ao Brito foi um prazer enorme ter-vos conhecido nestas minhas novas aventuras ao fim de quase 20 anos de alcatrão.

Que a nova época vos traga tudo de bom e que de novo a gente se vá encontrando numa serra qualquer deste Portugal profundo tão desconhecido dos citadinos como eu.

Abraços duplos.