terça-feira, 30 de outubro de 2012

20 km de Almeirim - 2012

28- 10-2012

Este ano os EntroncamentoRunners voltaram a Almeirim para correr os já famosos “20 km de Almeirim”, a prova serviu principalmente para preparar a Maratona de Lisboa, fazer uma sessão de corrida ligeiramente mais rápida que o habitual e em alcatrão. Nos últimos 6 meses temos treinado essencialmente em trilhos e estradões de terra batida, a última prova de estrada foi a Maratona de Barcelona, no já longínquo mês de Março, por tudo isto estávamos um pouco apreensivos no regresso ao alcatrão.
 
Para esta prova eu não sabia bem qual o ritmo que deveria escolher, mas correr abaixo da 1h30 já seria bom.
 A partida foi calma e sem grandes confusões (já me tinha esquecido dos teimosos que continuam a partir lá na frente a ritmos de 6’/km…) o ritmo inicial foi dentro do que tinha previsto, mas como me ia a sentir bem lá fui indo. Fui passando alguns colegas, o ritmo rondava os 4'15/km e estava a sentir-me bem. Depois da volta inicial dentro de Almeirim viramos na direção de Alpiarça, aqui sentia-se algum vento contra, tentei manter o ritmo sem me desgastar muito, neste momento seguia acompanhado por um atleta da Casa de Benfica de Abrantes que corria num ritmo muito idêntico ao meu e me acompanhou até ao final.
Passagem aos 10 km com 42’30’’, as sensações eram boas, mais um pouco e já estávamos a fazer a subida para o retorno junto à barragem dos Patudos, no regresso vou passando por amigos que me vão incentivando e já depois da rotunda cruzo com a minha Otília que vem na companhia do colega de clube António Paixão, percebo que vem descontraída e aceno-lhe.

No regresso a Almeirim procuro manter o mesmo ritmo sem grandes exageros, mas ao chegar ao 17º km tomo a decisão de tentar correr um pouco mais rápido, o que consegui até final, terminando mesmo com um km final na casa do 3’58’’/km (mas aquela reta da meta nunca mais acabava….) e concluo no 186º lugar com um tempo final de 1h25’27’’ (1h25’01’’ no meu garmin) http://connect.garmin.com/activity/238077492.
No final estava contente com o resultado alcançado, ainda na zona da chegada troco algumas palavras com companheiros das provas de trilhos e todos dizíamos o mesmo… aqui é outro ritmo.

Pouco tempo depois aparece a Otília, que também está a preparar a Maratona de Lisboa, com um sorriso de orelha a orelha pois tinha terminado com 1h43’53’’ (1h43’23’’ no garmin).
 
Segundo ela “Um regresso às provas de estrada nos 20 km de Almeirim, estava com receio pois não tenho feito treinos para estas provas. Assim parti com calma e com cabeça e acabei por fazer melhor tempo do que a última vez que lá tinha ido há 2 anos atrás, o que me deixou muito contente 1h43’23’’ (o meu registo tempo), uma prova muito confortável sempre com ritmo certinho e a sentir força mesmo nos últimos kms agora só resta continuar a treinar......!
Foi muito rever amigos do alcatrão...eheheh!”
 
Depois veio o banho e a famosa sopa da pedra, que este ano consegui saborear ao som de uma “banda latina”, ainda consegui trocar algumas palavras com o António Almeida e a Isabel, bem como com alguns colegas que já não via há alguns anos (e não estou a exagerar).
Sobre a organização da prova, penso que estiveram bem, com abastecimentos regulares, suficientes e com um bom grupo de voluntários. A festa no final também é muito boa, com bailarico e tudo.

O único aspeto menos bom, foi a “algazarra” nos momentos antes da partida, uma barulheira em que ninguém percebia nada, com um som exageradamente alto e com um animador que deixa muito a desejar no que a um evento desportivo diz respeito…
ue lá tinha ido à 2 anos atrás, o que me deixou muito contente 1'43,23 (o meu registo tempo), uma prova muito confortável sempre com ritmo certinho e a sentir força mesmo nos últimos kms agora só resta continuar a treinar......!
Foi muito rever amigos do alcatrão...eheheh!

domingo, 21 de outubro de 2012

2ª RedCrossTrail - Maiorca - 2012

Os EntroncamentoRunners deslocaram-se no passado Domingo, 16 de Outubro, à Vila de Maiorca, concelho de Figueira da Foz para participar mais uma vez no RedCross Trail, prova na vertente de Trail organizada pela delegação da Cruz Vermelha local.
Este ano o evento apresentou duas distâncias, uma de 21 km (K21) e a prova principal na distância de 42 km (K42), ambas com partida no areal da praia de Quiaios e términus junto ao moinho de vento no Parque do Lago em Maiorca.
O dia amanheceu com chuva, e até pouco antes da partida parecia que tinha vindo para ficar, mas pelas 9h30 houve uma paragem que foi aproveitada pela organização para dar a “buzinadela” de partida.
A centena de atletas presentes percorreram um quilómetro inicial no areal e em seguida iniciaram a subida que os levou ao estradão que estava bastante enlameado, nesta fase inicial o peso das sapatilhas era enorme devido ao barro agarrado o que dificultava a progressão.
 
 
Na parte inicial ainda tive a oportunidade de trocar algumas palavras com o Tiago Dionísio sobre a data dos “Trilhos do Almourol”, segundo ele em princípio em 2013 lá estará novamente. Obrigado Tiago pela confiança.
Depois de muito subir deixámos o estradão, nesse momento vou correndo na companhia dos amigos Vitorino Coragem, Aníbal Godinho, Carlos Sousa e Ana Grosnik, os trilhos não muito técnicos, mas temos de ter atenção devido à lama.
Passagem rápida pelo primeiro ponto de abastecimento e toca a correr, pouco depois algumas dúvidas num trilho que apresentava poucas fitas, mas optámos por seguir em frente e em seguida começámos a ver atletas vindos da nossa esquerda, pensámos que eles se tinham enganado e que tinham cortado caminho (ou então nós tínhamo-nos enganado e percorrido alguns kms a mais), mas afinal não, nessa altura as duas provas (K42 e K21) utilizam o mesmo trilho. Na altura ficámos confusos, pois não sabíamos se estávamos enganados, mas lá seguimos corremos junto dos atletas que partiram 30 minutos depois, nessa altura tinhamos cerca de 12 km corridos e os do K21 estavam no 6º km.
O trilho tem uma vista espetacular sobre o mar, mas não nos podemos distrair, pouco depois já estamos no miradouro da “Bandeira”, em seguida entramos num estradão a descer que deu para ultrapassar muita gente.
Viragem à esquerda e um novo trilho com mais lama, foi necessário seguir com calma e com a ajuda das mãos agarrando algumas árvores para não cair, sigo agora atrás dum grupo de atletas do K21 onde se encontra o meu colega João Dias, na primeira oportunidade (numa subida) ultrapasso-o e sigo em direção às eólicas.
Ao ver o fotógrafo não esqueço a promessa que havia feito à Otília de sorrir.
Nesta altura opto por seguir num ritmo não muito forte, sabia que ainda faltava muito e como na semana anterior tinha tido um grande “empeno” na Serra De Arga tinha que ter calma.
Passagem pelo segundo ponto de abastecimento e ainda vou a tempo de ver o Maçarria do Benfica da Figueira da Foz a ser picado por uma vespa, poucos depois dá-se a separação dos dois percursos (K42 e K21), seguimos pelo estradão da direita, uns metros mais à frente uma queda do Maçarria sem consequências e uns kms mais à frente numa viragem à direita escorrego eu e vou ao chão, não é nada de grave, lavo as mãos numa poça de água e sigo, mais à frente cerca dos 20 km nova queda do Maçarria, aparentemente sem consequências.
Vou prosseguindo, agora a subir e aos 24 km somos presenteados por uma vista sobre o rio Mondego que nos faz pensar o porquê de andarmos metidos nestas corridas.
O percurso não oferece dificuldades, o ritmo de corrida é controlado, mas ao chegar aos 27 km, aparece-nos uma “parede” com piso escorregadio. Vou subindo agarrando a vegetação rasteira de forma a não cair para trás, a inclinação é brutal, mas a maior dificuldade é mesmo o piso.
Ao chegarmos ao topo temos o terceiro posto de abastecimento, nesse momento sou alcançado pelo Aníbal Godinho, que abastece e segue, eu demoro um pouco mais no abastecimento e parto no seu encalce, passamos a povoação de Vila Verde e entramos num trilho que sobe ligeiramente. As maiores dificuldades já tinham sido passadas, agora era gerir até ao final, mantendo um bom ritmo para terminar esta aventura.
Mesmo no final ainda tivemos a companhia da chuva, uma passagem por um túnel ferroviário abandonado e pelo último posto de abastecimento.
Após 4h46:08 de corrida, e 42 km nas pernas cortei a linha de meta no 21º lugar, desta vez com um sorriso na cara, para compensar a foto da chegada na Serra de Arga.
A Otília chegou mais uma vez com um sorriso que até faz pensar que isto é fácil. Terminou em 64º lugar, na companhia do colega Felício, com 5h53:49.
 
Resta-me dar os parabéns à organização, em especial ao amigo Jorge Freitas, pelo trabalho desenvolvido.
Na minha opinião uma prova não muito difícil (a manter neste nível) em que o percurso deste ano é muito mais interessante.
 
Saudações Trailianas

sábado, 13 de outubro de 2012

Grande Trail Serra D’Arga - Maratona de Montanha (45 km)

Obrigado Carlos Sá, parabéns pela prova e pela aventura que nos proporcionaste

Esta era a prova mais esperada por nós, após na 1ª edição no ano passado ter sido interrompida aos 21 km na localidade de S. Lourenço da Montaria por razões de segurança.
Partimos no sábado rumo a Caminha na companhia do colega de clube José Oliveira e a sua esposa Luísa, chegámos ao local de levantamento de dorsais e havia muita cara nova nestas andanças, o norte fervilha de novos atletas rendidos ao trail. Depois de uma breve visita à feira de material de trail ainda fomos a tempo de ouvir a palestra do Marco Olmo, embora o homem não falasse muito foi de fato impressionante ver a sua simplicidade e a sua filosofia de vida.
Após ouvir as recomendações do Carlos Sá, sobre a prova, seguimos para os alojamentos turísticos Camarido, este aldeamento efetuou um parceria com a organização, possibilitando dormidas a um preço bastante acessível e nós sabendo das dificuldades que iriamos encontrar, optámos por fazer uma boa noite de sono, o local não podia ser melhor.
No dia “D” levantámo-nos às 6h00, tomámos o pequeno almoço e partimos para Dem, local de partida do Grande Trail Serra D’Arga. Pouco depois das 7h00 já estávamos prontos para fazer o controlo inicial e partirmos à aventura.
A partida foi dada à oitava badalada do sino da igreja, os primeiros 3kms são feitos em subida, o 1º km por estradão mas logo em seguida inicia o trilho de pé posto. No início vamos encontrando muitas caras conhecidas e aproveito para pôr a conversa em dia, quando chego ao 1º abastecimento (3km) encontro-me junto da Susana Simões (vencedora feminina), junto a ela vai a Cristina Carvalho e a Júlia Conceição, opto por seguir junto a elas e observar a “luta”… a Susana corre com uma leveza que faz inveja, o Telmo Veloso e o Pedro Marques vão dando apoio e assim vamos progredindo serra abaixo. Na descida passamos por manada de cavalos selvagens, sinto-me fresco e feliz. Na passagem pelo abastecimento do Mosteiro de São João de Arga a Susana foge um pouco, optei por seguir num ritmo mais consentâneo com o meu nível pois ainda faltava muito.
Em seguida vem o troço junto ao rio Âncora, o piso estava bastante escorregadio, mas consegui transpô-lo sem cair ou escorregar, esta parte obriga-nos a muita atenção e por vezes nem foi possível observar a beleza do percurso. A zona em que corremos junto a uma levada é muito bonita e depois a zona da cascata, consegui fazer toda esta zona sem molhar os pés, mas no subida final (que fiz com tração às quatro) a lama era tanta que foi impossível manter os pezinhos secos.

Quando cheguei ao alcatrão sentia-me bem e com forças, pelo que optei por seguir em bom ritmo de corrida até ao abastecimento de S. Lourenço da Montaria. No abastecimento não demorei muito tempo, parti acompanhado pela Cristina Carvalho e Pedro Marques, mas logo após a primeira rampa vou ganhando algum avanço, vou correndo nas zonas menos inclinadas e caminhando nas outras. Pouco depois alcanço o José Sousa das Lebres do Sado, queixa-se de uma dor no joelho esquerdo que o impossibilita de subir ao ritmo desejado, vou continuando a subir e afasto-me, a subida é longa mas não sinto dificuldades em progredir. Alcançamos o topo da serra aos 24 km, depois vem uma descida em calçada romana espetacular, infelizmente as descidas não são o meu forte (também não são as subidas), sou passado por alguns atletas, entre eles o António Ferreira, o José Simões e o José Sousa, eles descem como loucos, opto por ser mais cauteloso, mas travar nas descidas também faz estragos, as coxas começam a dar sinal… em 2,5 km passamos dos 813 metros para os 387, mais de 400 metros de desnível. Passagem pelo abastecimento dos 29 kms em Cerquido e o pior estava para vir… uma subida duríssima que nos leva à Srª do Minho. Começo a ter dificuldades na progressão, neste momento tenho como companheiro de aventura o António Ferreira, que vai fazendo um pára e anda constante, para se refrescar nas várias fontes naturais que vai encontrando, mesmo assim sobe melhor que eu. Depois de vencido o último morro passamos junto à capela da Srª do Minho e entramos numa zona sem grandes dificuldades até aos 36 km, local do último abastecimento sólido. Consigo chegar aqui com 5h30 e penso que a prova já está “conseguida”, puro engano.
O percurso aqui é um sobe e desce constante por pedras e trilhos que só o Carlos Sá consegue ver. As coxas começam a dar sinal, vou tentando gerir, mas já depois dos 40 kms, quando vou descendo um estradão e penso que já tinha ultrapassado tudo o que havia para ultrapassar, sou novamente surpreendido por um elemento da organização que nos informa que ainda faltam 5 kms… para irmos com calma, que era só subir mais 800 metros, depois era plano (só na cabeça dele) e depois seria a descida final. Cheguei a pensar que o percurso agora seguiria pelo estradão onde me encontrava, puro engano. As fitas indicavam à nossa esquerda a tal subida de 800 metros… e que subida, a inclinação é grande e alguém atrás de mim reclama que aquilo era uma escalada, vou progredindo com bastante dificuldade esperando que as cãibras não apareçam, sento-me um pouco numa pedra para dar descanso às coxas, volto o reiniciar a marcha (se é que se pode chamar marcha), em alguns obstáculos mais difíceis vou utilizando as mãos para ajudar à progressão, neste momento sou alcançado pela Cristina Carvalho que aparenta estar mais fresca que eu, vejo-a a afastar-se e ainda tento seguir na sua companhia, mas o corpo não deixa. Ao chegar à zona do último abastecimento bebo um gole de água do cinturão que transportava e imediatamente sinto cólicas e sou obrigado a vomitar, paro junto a uma pedra para me recompor, mas sinto fortes dores abdominais e um enjoo que não consigo explicar. Sabia que faltava muito pouco, sentia-me fraco mas não podia ficar ali, passo pelo abastecimento e “meti” um copo de Powerade na esperança que me desse forças para seguir. E lá vou eu serra abaixo, o estômago estava melhor, agora era só esperar que as coxas não fraquejassem, tudo aquilo que tínhamos subido no início agora era a descer, engane-se quem pense que a descida é feita num ritmo mais rápido que a subida, a primeira parte da descida é bastante técnica, só a meio é que se consegue correr. Olhando para baixo vê-se a igreja e ouve-se o som da chegada, já cheira a meta, as pernas estão a responder bem, vou ultrapassando quem agora vai em piores condições que eu, entrada no último km, agora é só estradão e a descer, corro a um bom ritmo, talvez rápido demais, mas o bichinho é assim…
Metros finais e lá está o pórtico e o campeão Carlos Sá para me entregar o prémio Finisher.
Completei esta aventura em 7h04:19, 130º lugar da geral masculina, em 331 atletas chegados.
Depois deste EMPENO, tinha que repor energias, mas o estômago teimava em não aceitar a oferta, várias vezes tentei mas o resultado foi sempre o mesmo. Os minutos foram passando e comecei a ficar apreensivo se a Otília conseguiria vencer a dureza desta prova, embora ela seja a única cá de casa que tem o passaporte dos 3 dígitos carimbado (completou os 100 km de Portalegre), mas como a prova teve uma dificuldade extrema a dúvida subsistia.
Seguiu-se o banho, este ano com muito melhores condições e pouco depois o José Oliveira, que devido a problemas respiratórios teve de abandonar as 21 kms (nem sabe do que se livrou) informou-me que a Otília já tinha terminado.
Mais uma vez ela triunfou, conseguiu vencer o desafio e completar a prova em 8h40:01, no 15º lugar da geral feminina, em 22 atletas chegadas.

Nota: para a próxima ler com atenção as indicações da organização

MUITO IMPORTANTE
· É preciso ter a condição física adequada às características desta prova de extrema dureza, que junta ao mesmo alta quilometragem, longa duração, terreno montanhoso, grandes desníveis, exposição ao sol, etc.
· É imprescindível beber em todos os abastecimentos e alimentar-se convenientemente.
· Devido às características tão especiais da prova, é recomendável a utilização de calçado e roupa adequada, corta-vento, boné, óculos e creme solar sempre que precisar.
· O participante deverá ter em conta a necessidade de levar abastecimento líquido e sólido adicional pessoalmente.
· Como amostra da dureza da prova prevê-se que os primeiros corredores completarão o percurso em cerca de 3:30h.

Obs: A organização pensava que os primeiros faziam 3h30, mas na realidade fizeram perto 5 horas…

Saudações Trailianas

terça-feira, 25 de setembro de 2012

III Trail Terras do Grande Lago



Em breve só lhe vou ver as costas pois a Susana é como se diz "rija que nem cornos" tem uma força enorme, já foi e em breve será de novo uma grande atleta agora de trail, é um orgulho para mim ir a correr ao lado dela! Foi um prazer puder apreciar a paisagem que estava linda
devido a chuva e conversar com tantos amigos que me dispensam tanto carinho. Parece que ainda fiquei em 3º lugar do meu escalão. eheheh! Bons treinose Até breve.
percurso bastante acessível mas não é uma auto-estrada! Para mim é o que se chama um parte pernas com subidas e descidas que por não serem muito difíceis se vão fazendo mais depressa e nos vão arrebentando e quebrando a energia que temos no ínicio. Parti muito bem com o meu colega de equipa Joao Dias até aos 10km fez -se muito bem depois o João que já ia um bocadinho á minha frente foi seguindo e eu fui gerindo com mais calma. Fiz mais uma vez a maior parte deste trail com a Susana Adelino Pinto que me apanhou penso que aos 16 km e depois fomos juntas mesmo até ao penúltimo km, nessa altura ela já vinha muito dorida (mas continuava rindo do empeno que trazia) e eu segui pois já me cheirava á meta, nessa alturas não sei como mas arranjo sempre uma energia extra. Em breve só lhe vou ver as costas pois a Susana é como se diz "rija que nem cornos" tem uma força enorme, já foi e em breve será de novo uma grande atleta agora de trail, é um orgulho para mim ir a correr ao lado dela! Foi um prazer puder apreciar a paisagem que estava linda
devido a chuva e conversar com tantos amigos que me dispensam tanto carinho. Parece que ainda fiquei em 3º lugar do meu escalão. eheheh! Bons treinose Até breve.Visão de Otília Leal
Visão de Otília Leal
Visão de Otília Leal

III Trail Terras do Grande Lago a 2ª prova da época ainda um bocadinho cedo para 35 km (mas fizeram -se) foi a minha 1ª vez neste trail organizado por atletas e para atletas estão de parabéns mais uma vez o pessoal de Omundodacorrida, sempre fantásticos! Para mim foi uma boa estreia com direito a chuva do inicio até ao fim, ás vezes parecia um dilúvio de vez em quando aliviava uns bocadinhos, um percurso bastante acessível mas não é uma auto-estrada! Para mim é o que se chama um parte pernas com subidas e descidas que por não serem muito difíceis se vão fazendo mais depressa e nos vão arrebentando e quebrando a energia que temos no início. Parti muito bem com o meu colega de equipa João Dias. Até aos 10km fez-se muito bem, depois o João que já ia um bocadinho à minha frente foi seguindo e eu fui gerindo com mais calma. Fiz mais uma vez a maior parte deste trail com a Susana Adelino Pinto que me apanhou penso que aos 16 km e depois fomos juntas mesmo até ao penúltimo km, nessa altura ela já vinha muito dorida (mas continuava rindo do empeno que trazia) e eu segui pois já me cheirava à meta, nessas alturas não sei como mas arranjo sempre uma energia extra. Em breve só lhe vou ver as costas pois a Susana é como se diz "rija que nem cornos" tem uma força enorme, já foi e em breve será de novo uma grande atleta, mas agora de trail, é um orgulho para mim ir a correr ao lado dela! Foi um prazer puder apreciar a paisagem que estava linda devido a chuva e conversar com tantos amigos que me dispensam tanto carinho. Acabei em 133º lugar com 4h09:06 parece que ainda fiquei em 3º lugar do meu escalão. eheheh!
Bons treinos e Até breve.

Visão de José Brito

Saímos do Entroncamento pouco passava das 5h00 da manhã, eu a Otília o João Santos e o João Dias, viagem tranquila debaixo de um grande dilúvio, chegada a Portel cerca das 8h00.
Fizemos os últimos preparativos e fomos transportados pelo autocarro da organização para o local de partida, a "pacata" Aldeia do Alqueva.
Muitas foram as caras conhecidas que encontrámos na zona da partida, o ambiente gerado era o habitual neste tipo de competições, mas poucos segundos antes da partida começou a chover e durante toda a prova tivemos a companhia da chuva que por vezes foi um verdadeiro dilúvio.
Esta era a primeira vez que participava nesta prova, e embora tivesse ouvido  dizer que a primeira parte era bastante rápida e que era necessário saber gerir as forças, parece que o aviso não surtiu efeito.


Os primeiros kms foram corridos a ritmos bastante rápidos (para o meu nível) sempre na companhia dos colegas de equipa João Santos e Marçal Silva, mas depois do 20º km percebo que tenho de reduzir, pois o terreno começa a ser um pouco mais inclinado.
A chuva não pára, no terreno há água em abundância, as forças vão faltando e opto por fazer algumas partes em marcha. Aos 27 km os primeiros sinais de cãibras, pouco depois dos 30 km passagem pelo último posto de abastecimento, sabia que já faltava pouco, vou progredindo num ritmo lento mas certinho, última subida volto novamente à marcha, quando chego ao topo do morro já cheira a meta (Portel), inicio o descida num ritmo a rondar os 5'/km e já no final da descida, aos 34 km sou surpreendido por fortes cãibras no quadricipede esquerdo, ao tentar descontrair essa zona começo também a ficar com cãibras no quadricipede direito,  fiquei literalmente com duas pernas de pau.
Tentei alongar mas não consegui, nesse momento passa por mim um companheiro de prova que me ajuda a sentar no chão e me diz que tem na mochila um produto que me vai por bom em cerca de 30 seg., retirou um spray Reflex (parece que não se vende em Portugal)

 e aplicou nos locais onde lhe indiquei, depois de se certificar que estava tudo bem comigo, seguiu o seu caminho. Passados poucos segundos as cãibras pararam e pude recomeçar a minha corrida, mas num ritmo muito mais lento. Neste último km fui passado por vários atletas, companheiros de várias provas que vendo o meu estado deblitado me questionavam se estava tudo bem comigo. A resposta foi sempre a mesma "fiquei sem gasolina".
Já bem perto da meta sou alcançado pelo colega de clube Jorge Freitas com quem partilhei os últimos metros de prova.
Completei a prova em 76º lugar com 3h32:50

Parabéns à organização da Associação Omundodacorrida que tudo fez para que o evento tivesse do agrado de todos.

Conclusões: Se não tens treinos longos e rápidos não te metas nestas aventuras... começa lento para acabar rápido e não o contrário (espero não me esquecer desta lição nas próximas provas...hehee)
Obrigado ao companheiro (de quem não sei o nome) que me ajudou num momento em que eu estava completamente débil, mais uma vez se comprovou que as competições de Trail são diferentes, que o Trail é mais do que correr.

Nota: Se souberem onde se pode comprar Reflex digam, pois nas provas longas habitualmente tenho este problema

Saudações Trailianas

domingo, 9 de setembro de 2012

II Trilhos dos Templários

1 de setembro de 2012


II Trilhos dos Templários

Depois de umas semanitas a recuperar esta é a prova que “abre” a época!!!
E este ano a coisa foi diferente, a prova teve o seu momento de partida poucos minutos depois das 18h00, com a distância (15 km) mas o percurso foi ligeiramente mais técnico, o número de participantes também foi maior o que “obrigou” a partir rápido, mas o maior entrave foi a temperatura, que este ano era muito mais elevada.

Esta prova marcava a estreia do Tomás Brito no mundo do Trail, após algumas corridas durante as férias, aproveitou Os Trilhos dos Templários para sentir a atmosfera do mundo trail, digo atmosfera porque o trail não é só uma variante do atletismo, para mim é muito mais do que isso, é uma cultura, uma filosofia, uma religião, uma forma de vida.

Deixando isso para outro dia

Quanto à minha corrida nos primeiros kms o ritmo foi bastante rápido (pelo menos para o meu ritmo), abaixo de 4’30/km, na passagem no primeiro abastecimento (aos 4 km) já tinha a boca bastante seca derivado do muito pó no ar, fruto dos atletas que corriam à minha frente. Após a passagem pelo aqueduto decidi correr ligeiramente mais lento para recuperar as forças, pois sabia que entre os 8kms e os 12 kms havia muito por onde correr e sempre a descer. Na segunda passagem pelo aqueduto as forças já não eram as mesmas, mas a temperatura era menor e como já faltava tão pouco para terminar, o melhor mesmo era tentar acelerar, faltava só vencer duas ou três paredes mas nada de outro mundo. Os kms iam passando e a vontade de terminar crescendo, ao chegar aos 14 km decidi acelerar ainda mais, havia um grupo de atletas uma dezena de metros à minha frente e eu sentia-me em condições de os alcançar, nesse grupo estava o meu colega de clube Mário Salgueiro. No final da prova existe uma subida, sentia-me com forças e rapidamente alcanço o grupo, pergunto ao Mário se me consegue seguir, responde-me negativamente… prossigo no ritmo que levava e rapidamente alcanço mais atletas que vou passando até ao final.

Completei esta prova em 1h20:13, alcançando o 40º lugar da geral.
a Otília terminou em 1h49:52 no 152º lugar
e o Tomás completou a sua primeira prova em 1h41:29 no 123º lugar.
Não há dúvidas que o rapaz tem jeito para a coisa, com mais uns anos em cima e uns kms nas pernas em breve está a passar por mim que nem tenho tempo de lhe ver a cor das solas...

Saudações Trailianas

Ultra Trail Nocturno Lagoa de Óbidos

4 de Agosto de 2012


Esta é uma prova especial...

É uma prova organizada por quem sabe muito de Trail, os amigos Jorge Serrazina, Luís Gonzaga e companhia tudo fizeram para nos proporcionar um evento à altura… e conseguiram. Os meses de julho e agosto normalmente para mim são meses de “descanso” e para se estar em forma para 50 km a coisa não é fácil, ainda por cima com areia e dunas à mistura.

A prova é noturna e desenrola-se na zona da Lagoa de Óbidos, este ano tive a companhia do amigo Mário Salgueiro, juntos corremos desde o anoitecer
  até ao meio da madrugada, no final completei o circuito em 6h12:13 em 81º lugar da geral.
A Otília preferiu correr a distância mais curta, os 25 km e fez a prova na companhia da Susana Adelino.
Quando terminei a minha prova lá estava ela à minha espera, foi bom entrar pela porta de acesso ao castelo e ver o seu sorriso.

Para o ano conto repetir, vamos ver como correm as coisas até lá.

Saudações Trailianas

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

EntroncamentoRunners Actualizações


Confesso que após a minha desistência nos 100 km de Portalegre (Ultra Trail Serra de São Mamede), no dia 19 de maio a minha vontade de atualizar o “EntroncamentoRunners” diminuiu.

100 km de Portalegre Ultra Trail da Serra de São Mamede (UTSM)

Foram alguns meses de treino para o “grande objetivo” a Ultra Trail da Serra de São Mamede (UTSM), prova da responsabilidade do Atletismo Clube de Portalegre (ACP), e que percorreu caminhos e trilhos agrícolas com partida e chegada em Portalegre com passagem por Reguengo, Alegrete, alto de São Mamede, Apartadura, Porto da Espada, Portagem, Marvão, Castelo de Vide, Carreiras e Cabeço do Mouro, prova bastante dura que teve um desnível positivo de 3400  metros, realizada em semi-autonomia e com 24 horas como tempo limite.
Afinal tudo ficou pelo caminho quando cheguei cerca dos 50 km (Porto da Espada) e tive de desistir com uma dor no joelho esquerdo, dor essa que nunca tinha tido, mas que naquele dia me apareceu depois da descida das antenas (30 km) e não mais me largou. Quando cheguei a Apartadura (40 km) tomei a decisão que iria abandonar no abastecimento/controlo seguinte aos 50 km. Optei por iniciar um ritmo de marcha e muitos foram os atletas que me foram passando e encorajando, mas as dores não cessavam e ainda nem a meio da prova estava.

Sabia que cada vez sentiria mais dores e que mesmo em marcha dificilmente conseguiria terminar nas 24 horas limites, a melhor opção seria abandonar. Ao chegar ao abastecimento de Porto Espada (50 km) fiquei à espera da minha Otília para lhe dizer que para mim a aventura tinha terminado. Foi muito duro para mim não conseguir acompanha-la mas a minha decisão já estava tomada.
 

As semanas que se seguiram foram de paragem e só voltei a correr na “Corrida do Mirante”

11ª edição da Corrida do Mirante

Esta foi a segunda vez que os EntroncamentoRunners correram na Ota, no dia 3 de Junho participámos na 11ª edição da Corrida do Mirante, em Ota, concelho de Alenquer.
Após o meu abandono na UTSM estive sem treinar duas semanas este seria o meu regresso aos trilhos, o percurso da prova que se desenrolou na serra de Ota foi percorrido por dezenas de participantes e foi bom voltar a ver caras conhecidas. Os 12 000 metros do circuito desta prova que já conta com grande tradição no circuito do atletismo, nomeadamente na vertente trail, são um misto de estradões e pequenos trilhos, o percurso ideal para testar o joelho.
Fiz uma partida calma e depois da primeira grande subida as sensações eram boas comecei então a aumentar o ritmo, a confiança foi aumentando o joelho não deu sinal e no final conclui no 43º lugar com a marca de 1h09’11’’.
 A Otília viria a terminar na 146ª posição com o tempo de 1h29’21’’.

No final uma excelente massagem, um banho e um churrasco à moda “assa tu”.


Trilhos Loucos da Reixida

A 24 de junho voltámos à Reixida para participar nos 3ºs Trilhos Loucos e não fomos os únicos, pois estiveram mais de 250 atletas presentes. A prova deste ano na distância de 19,5 kms foi ainda mais dura que a do ano passado, não só pelo dia extremamente quente mas também pelos trilhos técnicos e fantásticos cheios de subidas e descidas na Serra da Maunça e da Senhora do Monte, onde não faltou a passagem dos atletas dentro do rio Lis.
A partida dada dentro da localidade foi propícia a ritmos elevados, com os dois kms iniciais corridos na casa dos 4’15/km, o objetivo era não ficar “preso” nos trilhos mais técnicos.
Já na serra o ritmo foi mantido rápido, talvez até rápido demais, mas a companhia era boa havia que aproveitar.
O dia estava bastante quente e depois da passagem pela Senhora do Monte ao iniciar a subida onde temos o auxílio de uma corda, senti que as pernas estavam a fraquejar (talvez das semanas que estive sem treinar), em seguida descida rápida por estradão para subir em seguida um pequeno morro. Aqui voltei a sentir a zona dos adutores a dar sinal. Passagem pelo último abastecimento e novamente descida até ao rio. A primeira passagem pelo rio foi um misto de choque e de golfada de ar fresco, a água do rio estava gelada o que até soube bem (devido ao dia extremamente quente) mas ao sair para recomeçar a correr foi bastante difícil, é nesse momento que sou alcançado pelo Marco Melo que me encoraja a correr. Volto novamente a correr mas pouco depois já estou novamente dentro do rio, aqui o choque é menor, no entanto as pedras escorregam e a progressão é difícil.
Mais uns metros e saída do rio, corro por um estradão junto às hortas e pouco depois termino no 67º lugar com 2h14’18’’, abasteço no final e dou os parabéns ao Adelino (organização) pela excelente prova, sem dúvidas a melhor de todas as realizadas. Pouco tempo depois é a vez da Otília transpor o zona do rio e terminar a sua prova no 195º lugar com 3h00’19’’.
Em seguida fomos tomar um merecido banho, só que desta vez já não foi no rio e recuperar as forças com uma feijoada. Aqui voltei a não estar ao meu nível, com o calor e após o esforço perdi o apetite e comecei a sentir-me bastante enjoado (nada que não me tivesse já acontecido)

3º Trail do Almonda

No dia 8 de julho, numa manhã de sol mas com vento forte os “destemidos” EntroncamentoRunners rumaram até à localidade de Vale da Serra - Pedrogão, para participarem no 3º Trail do Almonda, prova organizada pela câmara municipal de Torres Novas e que se desenrolou em plena serra D’Aire e Candeeiros.
A prova principal apresentou um percurso de 30 km que intercalou os estradões rolantes com os trilhos mais técnicos, onde não faltou a subida do vale Garcia, passagem no delta da Goucha Larga, nas antenas, descida do vale do Fojo e pedreira de espanhol.
A partida este ano fez-se no Vale da Serra, o ritmo imposto foi rápido para não afunilar na descida do arrife na nascente do Almonda, nos primeiros kms tudo conforme o planeado, até que cerca dos 4,5 km percebo que me enganei (e não fui o único). 
Ao chegar ao alcatrão vejo o grupo dos primeiros a aparecer do lado esquerdo, alguns momentos de confusão… e decido voltar atrás até encontrar o abastecimento e ai entro no grupo da 1ª senhora. Nestes kms iniciais tenho a companhia de um estreante do CLAC, o João Santos. Os ritmos iniciais são bons (quero dizer rápidos), as dificuldades são poucas e lá vamos seguindo até à subida do Vale Garcia. Ligeira paragem no 2º abastecimento e toca a correr, a subida faz-se a bom ritmo, lá em cima passagem pelo Delta da Goucha Larga e início de uma descida corrida aa ritmos alucinantes (4’10’’/km). Mais uma ligeira paragem no 3º abastecimento e toca a correr, a vontade era tanta que acabei por seguir um trilho errado, o que me fez perder algum tempo e algumas posições. Ao entrar no trilho certo alcanço o meu colega de clube Marçal Silva, iniciamos a subida que nos irá levar às antenas. Seguimos juntos, mas ao chegar ao topo o Marçal dispara para a descida do Vale do Fojo, tento seguir o ritmo dele e forço o andamento correndo alguns riscos devido ao piso técnico. Pouco depois o Marçal faz uma entorse que o obriga a segui num ritmo mais calmo. Passo para a frente e vou descendo, descendo, descendo, o Vale do Fojo nunca mais termina, começo a sentir as coxas a arder o piso é demasiadamente técnico o que me obriga a não tirar os olhos do chão e lá vamos correndo. Passagem pelo último abastecimento e o percurso é agora a subir, já não consigo correr… sou passado por alguns atletas. Passagem pela pedreira do espanhol e início de uma brutal descida com uma inclinação impressionante, as minhas coxas já não estão nas melhores condições o que me obriga a correr a um ritmo controlado. No final da descida sou alcançado pela Vitorina Mourato, agora já faltava muito pouco para o final, sigo esta excelente atleta mas numa ligeira subida ela consegue ganhar-me alguns metros de vantagem que mantém até final.
Terminei no 57º lugar com 3h19’21’’ num percurso mais duro que nas edições anteriores, mas também mais bonito, a Otília viria a terminar na posição 250º, com o tempo de 4h40’45’.