segunda-feira, 20 de maio de 2013

100 km Ultra Trail de São Mamede – 18 Maio 2013

 “Inocência ou Estupidez”

Quando em Janeiro me deu a maluquice de voltar a inscrever-me nos 100 km de Portalegre foi porque pensava que na 1ª vez em 2012 talvez tivesse acabado os 100km por pura sorte de “principiante” com se costuma dizer, por isso tinha que tentar de novo para ter a certeza que era mesmo uma verdadeira Ultramaratonista. Com o passar do tempo e com a obrigação de fazer alguns treinos mais específicos e provas mais longas comecei a pensar que a minha “Inocência” de voltar a tentar ia virar mesmo era uma grande “Estupidez”! Tal era o medo!

A semana anterior ao grande objectivo foi de muita ansiedade, tentando organizar tudo para que nada faltasse durante a prova o pior era o São Pedro que não ajudava nada, cada vez mais frio e chuva. Chegando o grande dia partimos para Portalegre 3 amigos com desejos enormes de ultrapassar todos os obstáculos, Euzinha o Mário Salgueiro e o José Oliveira na companhia de 3 amigos que nos iam apoiar nos PACS durante toda a prova o Brito, o Lélio Ferreira e o César Ferreira.

Chegando a Portalegre, ao estádio onde estava localizado o grande evento fomos levantar o nosso Kit e encontrar muitos outros “atletas” doidos, que como eu se tinham metido nesta loucura, uns novatos como a Cristina Guerreiro e a Susana Brás que estavam nervosas e ansiosas ou outros que já tinham feito 100km mas noutros locais e tinham ouvido dizer que estes 100km de Portalegre não eram pêra doce, outros já especialistas nestas andanças que se iam rindo dos nervos do novatos. Chego a hora despeço-me do meu Brito oiço os seus últimos conselhos e vou para a partida com um dos meus colegas de treino que ia fazer-me companhia António Leitão.

Ás 00h00 é dada a partida e os nervos passam, agora só resta correr/ caminhar os 100km e estar de volta ao estádio outra vez com Alegria e Dignidade num tempo razoável. O meu objectivo era chegar, se conseguisse melhorar o tempo do ano passado seria excelente (104 km em 19h58) se fosse igual não era mau! Mas nestas provas eu com a minha pouca experiência sei que as coisas nem sempre correm como planeamos, por isso eu nunca tenho grandes objectivos, prefiro ir ao sabor dos ventos e trilhos.

Parece mentira mas os kms passam rápido, num instantinho passamos pelo PAC 1 (Viveiro Florestal), e pelo PAC 2 (Alegrete, 17 km), a única coisa má era que me doía muito o meu estômago tanto fazia comer ou beber tinha mesmo muitas dores. Tentei esquecer as dores cantarolando na minha cabeça a canção dos Fun – Carrie on que me acompanhou até ao fim da prova!

O frio era cada vez mais, começamos a subir para as antenas o nevoeiro e o vento fazia-me gelar, cheguei lá acima aos 30 kms com 4h59, lá estava o Brito, o Lélio e o César a perguntarem como me sentia, ajudaram-me a tirar as pedras das sapatilhas, bebi dois cafezinhos e comi bolo (estes abastecimentos eram fantásticos!) e lá fui embora pois não se podia perder muito tempo, descemos por uma descida muito técnica, aproveitei para correr para tentar aquecer.

A noite continuava, já estava farta de correr sem ver a paisagem, assim fico muito cansada física e mentalmente, chego finalmente à barragem da Apartadura, (PAC 4) 40 kms estão feitos em 6h40, eu sei que já disse isto mas torno a repetir ADORO este nome faz-me sentir “apertadinha de cansaço” mas também “Reconfortada e Feliz” pois a beleza daquele lugar e então naquela hora da manhã é fantástica. Mais um abastecimento excelente, como pão com chouriço assado, batatas fritas, bebo coca-cola, café, água é uma mistura explosiva mas foi a partir daqui que a minha dor de estômago me deixou em paz e lá vou eu outra vez para mais uma etapa, abastecimento a abastecimento, lá vou cada vez mais longe! Chego à aldeia do Gavião este ano por outro local, vou correndo sempre nas descidas e no plano, devagarinho claro.

Chego a Porto de Espada mais um abastecimento, bifanas quentinhas, tão bem que me soube mais coca-cola, abasteço o meu camelback com água e lá vou outra vez. Vou vendo Marvão a aproximar-se, que vista maravilhosa, sinto-me uma Sortuda por estes momentos únicos, passo a ribeira com água tão geladinha, tinha conseguido chegar ali sem ter molhado os pés (eheheh) mas ali não consegui evitar! Finalmente Marvão atravesso a estrada de alcatrão e lá vejo a porta da traição “malvada”, não havia outro local mais fácil para a colocar? Um senhor da organização incentiva-me e diz-me que vou muito bem com uma boa passada e com força (abençoados bastões deram-me muito jeito) o senhor deve dizer isto a todos os atletas que por ali passaram, mas soube bem ouvir estas palavras, logo a seguir oiço o meu nome era o Brito no cimo da porta da Traição a gritar por mim, começo logo a correr, pois era a descer, uma daquelas estradinhas romanas com pedras e mais pedras parecendo um verdadeiro puzzle, depressa se acaba a descida e começamos a subir aquele penhasco, do caraças, que faz o nosso coração bater a um ritmo alucinante, mas não parei, vou chegando ao pé do Brito que veio ter comigo a meio e me pergunta como estou, vou bem digo-lhe, devagarinho mas vou bem.

Passo pela porta e lá vou eu a correr por Marvão abaixo, encontro a Isabel que me diz que o António Almeida ainda está atrás de mim fico muito admirada, afinal até vou bem, apanho o Fernando Morais tiramos uma foto para recordar e sigo para o PAC 6, estão feitos 60km em 10h30, como a sopinha enquanto o Brito me vai buscar a mochila e me enche o camelback com água, esta ajuda é fundamental faz com que não perca tanto tempo como no ano passado. Troco de roupa e sapatilhas num cantinho da sala de almoço, e lá vou eu de novo, corro por ali abaixo tão contente, já só faltam 40 km são “amendoins”, ou não! Tudo pode acontecer em 40 km. Mas estes 60kms já são meus, e os tornozelos, joelhos e ancas já se queixam um pouco. Vou encontrando muitos atletas, mas faço vários kms sozinha, o meu colega de início já tinha ficado para trás antes de Marvão, mas não me faz diferença ir sozinha aproveito a paisagem e ralho com aquelas estradas de pedra a seguir ao PAC 7 de Carreiras, é a parte que menos gosto em toda a prova, quase sempre a subir fazem-me dizer vários adjectivos não muito dignos! Mas lá vou caminhando e trotando para o próximo PAC 8 e para a descida das pedras, e lá estão a Paula Fonseca e a Isabel Almeida a darem força a todos os atletas, são uma claque fantástica.

Desço as pedras muito bem, abasteço, e lá vou de novo, apanho um grande grupo de atletas, vamos correndo naqueles estradões (o ano passado já não conseguia correr ali) tenho companhia durante vários kms entretanto começa a chover mais ou menos no mesmo sítio que no ano anterior a única diferença é que era muito mais cedo, trovoada, granizo que grande companhia esta.

Entretanto tenho que parar para pôr spray nos meus tornozelos e em outras partes, e ir ao mato aliviar-me, fico de novo sozinha e lá cai mais outra carga de granizo desta vez do tamanho de “amêndoas” a minha sorte é que ia a passar perto de um local onde estava uma tenda para dar apoio aos atletas e foi lá que me resguardei, Ufa que sorte. Assim que parou lá vou de novo ainda chovendo, nestes estradões sou apanhada pela Joana Grácio e outro atleta que passam por mim correndo num ritmo muito confortável, que inveja o que eu não dava para correr assim! Eu também corria de vez em quando, mas corria 200 metros e andava 800 metros era uma grande diferença! Mas lá ia e sentia-me bem, sou apanhada pelo Rui Pedras, rimos-mos e conversamos, chegamos juntos ao PAC 9.

Lá esta de novo o Brito, a dar-me apoio, diz-me que estou muito bem, estão lá muitos atletas, aproveito para tirar mais umas pedras das sapatilhas, como pizza, o Rui saí rapidamente eu ainda fico mais um pouco, conforme abandono o abastecimento mais uma chuvada!

O percurso agora era em estradão, passamos mais uma ribeira, para meu alívio vamos para o lado contrário ao ano anterior, UFA já me safei daquelas subidas malucas, ou não! Vou correndo no alcatrão e em todas as descidas riu-me contente por este feito, consigo correr aos 93km URRA!

A meta aproximasse, subo para a última etapa a capela da Nossa Srª da Penha, está quase penso, quando caminho, caminho num bom ritmo vou apanhando de novo atletas, vejo os penhascos lá no cimo e receio se temos que ir mesmo lá ao cimo, mas felizmente não! Nova descida e o Brito no fim dela a gritar por mim, ele nem acreditava que eu já ali estava, consegui surpreende-lo desta vez. No último abastecimento, mal tive tempo de beber um golo de coca-cola mesmo pela garrafa e lá vou outra vez, última etapa, última volta, faltam 5 km diz o Brito não posso desistir agora se continuar assim vou fazer um tempo fantástico! Respiro e respiro de novo e assopro e desço todos os degraus a correr (era uma carrada deles) receio que me dêem cãibras mas tive sorte, acabam-se os degraus e que bom era estrada de alcatrão e a descer, corro num ritmo confortável com outro atleta, vamos ultrapassando outros atletas que já só conseguem caminhar (eu sei bem o que isso é) o Brito vai gritando por mim dentro do carro na estrada ao lado daquela onde eu vou a correr, levanto os bastões em sinal que o oiço e que estou bem, apetece-me chorar (mariquices) vou conseguir cumprir o meu objectivo num tempo que nunca tinha pensado possível! O meu colega vai indo, eu vou mais lenta, tenho que caminhar de novo senão estalo! O meu corpo já sente um enorme cansaço.

Avisto o Rui Pedras e penso, tens que o apanhar, passo mais dois espanhóis e corro de novo, o Lélio vem ao meu encontro e diz-me falta um km, está quase mas o rabo por vezes é mais difícil. Salto o muro para dentro da ribeira o Brito está do outro lado, corro e grito para o Rui Pedras esperar por mim ele ri-se e diz que não quer que os espanhóis o apanhem (ahahah) fazemos os 700metros (+ ou-) juntos e falamos da prova que estamos a acabar, concordamos que este ano foi mais fácil (para nós), e lá estamos no estádio de onde tínhamos saído há tanto tempo! O Rui não acha graça a ter que dar uma voltinha ao estádio e fica para trás, eu vou correndo com emoção e a lagriminha no cantinho do olho.

Consegui de novo, afinal não foi sorte de principiante, foi mesmo Coragem, Persistência, algum trabalho e uma grande dose de Loucura!

100km em 17h54´, (menos 2h04 do ano passado), ganhei uma medalha de cortiça de Finisher, um tropeço de prémio de 10ª da geral feminina e um excelente Empeno no meu corpinho, e recordações maravilhosas deste grande Evento, excelente organização, tudo 10 estrelas!

Agradeço o apoio dos 2 amigos Lélio e César Ferreira e ao meu Brito que foi incansável no apoio que me deu ao longo destes 100km!

A todos os atletas que tiveram a coragem de estar na partida e a capacidade de chegar ao Fim os meus Parabéns!

Aqueles que tiveram a coragem de estar na partida e por algum motivo não puderam chegar ao Fim, não desistam, novos objectivos serão traçados e cumpridos!

E eu não caibo em mim de contente!

“IUPI, IUPI, sou outra vez Ultramaratonista”
 
 
Saudações Trailianas
Otília Leal
 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

“1º Leiria Chistmas Night Trail”

No sábado 15 de dezembro, menos de uma semana depois de ter corrida a 27ª Maratona de Lisboa e para terminar o ano nada melhor que participar no “1º Leiria Chistmas Night Trail”. Este Trail foi uma prova de solidariedade, com o objetivo de reunir géneros alimentícios para apoiar duas instituições a “Cáritas” e a “Casa do Gaiato“, assim além do preço da inscrição, todos os atletas fizeram um donativo de, pelo menos, 2kg de géneros alimentícios não perecíveis.
Desta vez fui o único EntroncamentoRunner a comparecer na linha da partida, o resto da família optou por ir até ao centro comercial fazer compras de Natal.
Depois da entrega dos géneros alimentícios e do levantamento do dorsal, tarefa que se mostrou algo complicada, desloquei-me para junto do estádio de Leiria (local onde terminava a prova) para reunir com os restantes atletas do CLAC-Entroncamento. O ambiente é descontraído, tão descontraído que poucos minutos antes da partida “descubro” que não trousse o frontal, como é que vou fazer uma prova noturna sem frontal??? Bem isto é urbano vou junto a alguém que tenha um bom frontal e vou desenrascando-me… mas o que vale é que há amigos que pensam em tudo, o Orlando Pires do CA Barreira tinha trazido um frontal de reserva, que me emprestou (obrigado Orlando).
Deslocámo-nos para o local da partida, havia muita gente e muitos deles eram novos nestas andanças, como a prova tinha cronometragem com o sistema sportident, havia que fazer o controlo inicial e ai é que foi complicado. A partida foi dada com algum atraso (cerca de 30 minutos) e lá vai todo o pessoal subida acima. Optei por fazer uma prova em ritmo calmo e para isso nada melhor que ir acompanhado por alguém que tivesse um bom frontal e de preferência que fosse meu conhecido. O “Abutre” João Lamas encaixava perfeitamente nos meus condicionalismos, e lá fomos correndo, falando e brincando, também tivemos ligeiros enganos, mas nada de preocupante. Na passagem por um parque de estacionamento subterrâneo, juntou-se um grupo com bastantes elementos e um deles era o meu conhecido Paulo Mestre. O grupo dirigia-se agora para o castelo, local onde estava o abastecimento, depois a passagem pela rampa para um Skuuuuu
Passagem pelo centro de Leiria, mais um parque de estacionamento suterrâneo e já depois da escadaria que nos levava a uma igreja ganho algum avanço e vou correndo. Aos 17km vejo um equipamento do CLAC à minha frente, percebo que é o João Dias, vai num bom ritmo e durante algum tempo faço-lhe companhia. Em seguida vem uma zona de pinhal com terreno sem lama que dava para correr a bom ritmo, vou seguindo e vou distanciando-me, pouco depois já estou a entrar novamente na zona urbana de Leiria, agora o percurso desenrolava-se junto ao rio Lis numa zona de jardim, o ritmo de corrida agora é mais próximo do de uma prova de estrada, o estádio já se consegue ver, mas como o percurso não estava balizado e o parque de estacionamento do estádio estava com bastantes veículos houve alguma confusão no acesso. As indicações eram dadas por atletas que já tinham terminado a prova e a dúvida se seria mesmo por ali subsistia.
Entrada no estádio e só faltavam 300 metros para terminar este Trail Solidário de 22km, o qual terminei em 92º lugar com 2h18:45.
Os meus parabéns à organização pelo percurso apresentado, um circuito nada monótono, pelo excelente abastecimento num local lindíssimo, as passagens pelos parques de estacionamento subterrâneos e o local de chegada no estádio. Com alguns melhoramentos, nomeadamente no afunilamento aos 600 metros e uma melhor marcação é sem dúvidas uma grande prova de trail.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

27ª Maratona de Lisboa

No passado dia 9 de Dezembro deslocámo-nos a Lisboa para correr a 27ª Maratona SEASIDE de Lisboa, a última Maratona do Ano.
Mais uma Maratona concluida, desta vez em Lisboa.

Tudo correu como o planeado (previa fazer 3h20) excepto uma paragem técnica na "casa de banho" aos 31 km para libertar algum peso (a barriga ia apertada desde os 10 km, já não dava para aguentar mais) e a malfadada subida da Avª Almirante Reis que nunca mais acabava... o final 3h23'48'' oficial e 3h23''15 de chip.
Clicar para aceder aos dados da corrida recolhidos pelo meu Garmin

Depois de uma semana complicada a Otília conseguiu terminar a sua 8ª Maratona.
Parece que esta foi a última vez que a prova se realizou neste circuito, para o ano vamos ver como será...

sábado, 8 de dezembro de 2012

Ultra Trail Amigos da Montanha - 60 km

No dia 25 de novembro os EntroncamentoRunners estiveram presentes pelo segundo ano consecutivo, na Ultra Trail Amigos da Montanha uma prova com cerca de 60 km, com trilhos muito bonitos na zona de Barcelos.

Os Amigos da Montanha mais uma vez brindaram-nos com um slide já com 32kms nas pernas, mas foram os braços a ressentirem-se...
O meu resultado final foi 65º lugar da geral com 7h37
A Otília também alinhou nos 60 km, foram poucas as que tiveram a ousadia de partir para tão grande aventura.
Até houve tempo para uma travessia em canoa no rio Cávado
No final nada melhor que terminar na companhia da grande Célia Azenha, alcançando o 139º lugar da geral com a marca de 9h32.
Agora vamos ver como corre a Maratona de Lisboa.
Saudações Trailianas

terça-feira, 20 de novembro de 2012

25.ª edição da Meia-Maratona Internacional Elvas/Badajoz.

Mais uma prova na preparação da Maratona de Lisboa.
 
Na madrugada do dia 11 de Novembro, saímos bem cedo do Entroncamento na companhia dos amigos do CLAC, para chegarmos a Badajoz com tempo para deixarmos a carrinha e apanharmos os autocarros da organização para o local de partida. Mas a viagem não correu conforme esperávamos, perto das 6h15 da manhã, o piso escorregadio dificultou a travagem e só parámos quando embatemos no carro que seguia à nossa frente, felizmente só houve chapa batida ninguém se magoou.

O sol nascia e nós a preencher a papelada do seguro, depois de tudo tratado e da GNR ter comparecido no local, verificámos que a carrinha ainda estava em condições de nos transportar, só que agora teria de ser diretamente para o local de partida, o Parque da Piedade, em Elvas.

Chegados a Elvas e lá vamos nós levantar os dorsais… problemas e mais problemas… as nossas inscrições aparecem como não pagas… o pagamento tinha sido realizado ao responsável português, que por sua vez tinha feito o pagamento em dinheiro à organização espanhola, mas na listagem estamos como não pagos e como tal os elementos do secretariado foram bem claros não há dorsais para ninguém. Do lado português não estava ninguém que pudesse comprovar a nossa versão e nós sem sabermos o que devíamos fazer… bem vamos pagar outra vez, depois do dinheiro recolhido (10€ por atleta) dirigimo-nos ao secretariado para efetuarmos o pagamento, quando somos novamente surpreendidos pelos elementos da organização “son ahora 20€”, agora o pagamento seria de 20€ por atleta por estarmos a pagar fora do prazo. Faltavam menos de 30 minutos para a partida e nós sem sabermos o que iriamos fazer. Já quando nada o fazia crer aparece um espanhol elemento da organização que ao ter conhecimento da situação lá se lembrou que afinal as inscrições estavam pagas, só que o programa informático não aceitava pagamentos em numerário, dai as listagens estarem com essa indicação…

Depois de nos disponibilizarem os dorsais, ainda tivemos de fazer o controlo inicial e colocarmos os nossos sacos na carrinha do pessoal da casa do Benfica de Abrantes, um sprint para o local da partida e faltavam menos de 5 minutos para o tiro da largada.
Após o tiro de partida havia que esquecer tudo o que se tinha passado e tentar fazer o melhor. O dia estava fresco e com algum vento contra, mas com cerca de 1000 atletas em prova (recorde de participantes) rapidamente nos concentramos no que temos que fazer.

No final o balanço foi positivo, a tarefa foi cumprida.
 
  
Bons Treinos

terça-feira, 30 de outubro de 2012

20 km de Almeirim - 2012

28- 10-2012

Este ano os EntroncamentoRunners voltaram a Almeirim para correr os já famosos “20 km de Almeirim”, a prova serviu principalmente para preparar a Maratona de Lisboa, fazer uma sessão de corrida ligeiramente mais rápida que o habitual e em alcatrão. Nos últimos 6 meses temos treinado essencialmente em trilhos e estradões de terra batida, a última prova de estrada foi a Maratona de Barcelona, no já longínquo mês de Março, por tudo isto estávamos um pouco apreensivos no regresso ao alcatrão.
 
Para esta prova eu não sabia bem qual o ritmo que deveria escolher, mas correr abaixo da 1h30 já seria bom.
 A partida foi calma e sem grandes confusões (já me tinha esquecido dos teimosos que continuam a partir lá na frente a ritmos de 6’/km…) o ritmo inicial foi dentro do que tinha previsto, mas como me ia a sentir bem lá fui indo. Fui passando alguns colegas, o ritmo rondava os 4'15/km e estava a sentir-me bem. Depois da volta inicial dentro de Almeirim viramos na direção de Alpiarça, aqui sentia-se algum vento contra, tentei manter o ritmo sem me desgastar muito, neste momento seguia acompanhado por um atleta da Casa de Benfica de Abrantes que corria num ritmo muito idêntico ao meu e me acompanhou até ao final.
Passagem aos 10 km com 42’30’’, as sensações eram boas, mais um pouco e já estávamos a fazer a subida para o retorno junto à barragem dos Patudos, no regresso vou passando por amigos que me vão incentivando e já depois da rotunda cruzo com a minha Otília que vem na companhia do colega de clube António Paixão, percebo que vem descontraída e aceno-lhe.

No regresso a Almeirim procuro manter o mesmo ritmo sem grandes exageros, mas ao chegar ao 17º km tomo a decisão de tentar correr um pouco mais rápido, o que consegui até final, terminando mesmo com um km final na casa do 3’58’’/km (mas aquela reta da meta nunca mais acabava….) e concluo no 186º lugar com um tempo final de 1h25’27’’ (1h25’01’’ no meu garmin) http://connect.garmin.com/activity/238077492.
No final estava contente com o resultado alcançado, ainda na zona da chegada troco algumas palavras com companheiros das provas de trilhos e todos dizíamos o mesmo… aqui é outro ritmo.

Pouco tempo depois aparece a Otília, que também está a preparar a Maratona de Lisboa, com um sorriso de orelha a orelha pois tinha terminado com 1h43’53’’ (1h43’23’’ no garmin).
 
Segundo ela “Um regresso às provas de estrada nos 20 km de Almeirim, estava com receio pois não tenho feito treinos para estas provas. Assim parti com calma e com cabeça e acabei por fazer melhor tempo do que a última vez que lá tinha ido há 2 anos atrás, o que me deixou muito contente 1h43’23’’ (o meu registo tempo), uma prova muito confortável sempre com ritmo certinho e a sentir força mesmo nos últimos kms agora só resta continuar a treinar......!
Foi muito rever amigos do alcatrão...eheheh!”
 
Depois veio o banho e a famosa sopa da pedra, que este ano consegui saborear ao som de uma “banda latina”, ainda consegui trocar algumas palavras com o António Almeida e a Isabel, bem como com alguns colegas que já não via há alguns anos (e não estou a exagerar).
Sobre a organização da prova, penso que estiveram bem, com abastecimentos regulares, suficientes e com um bom grupo de voluntários. A festa no final também é muito boa, com bailarico e tudo.

O único aspeto menos bom, foi a “algazarra” nos momentos antes da partida, uma barulheira em que ninguém percebia nada, com um som exageradamente alto e com um animador que deixa muito a desejar no que a um evento desportivo diz respeito…
ue lá tinha ido à 2 anos atrás, o que me deixou muito contente 1'43,23 (o meu registo tempo), uma prova muito confortável sempre com ritmo certinho e a sentir força mesmo nos últimos kms agora só resta continuar a treinar......!
Foi muito rever amigos do alcatrão...eheheh!

domingo, 21 de outubro de 2012

2ª RedCrossTrail - Maiorca - 2012

Os EntroncamentoRunners deslocaram-se no passado Domingo, 16 de Outubro, à Vila de Maiorca, concelho de Figueira da Foz para participar mais uma vez no RedCross Trail, prova na vertente de Trail organizada pela delegação da Cruz Vermelha local.
Este ano o evento apresentou duas distâncias, uma de 21 km (K21) e a prova principal na distância de 42 km (K42), ambas com partida no areal da praia de Quiaios e términus junto ao moinho de vento no Parque do Lago em Maiorca.
O dia amanheceu com chuva, e até pouco antes da partida parecia que tinha vindo para ficar, mas pelas 9h30 houve uma paragem que foi aproveitada pela organização para dar a “buzinadela” de partida.
A centena de atletas presentes percorreram um quilómetro inicial no areal e em seguida iniciaram a subida que os levou ao estradão que estava bastante enlameado, nesta fase inicial o peso das sapatilhas era enorme devido ao barro agarrado o que dificultava a progressão.
 
 
Na parte inicial ainda tive a oportunidade de trocar algumas palavras com o Tiago Dionísio sobre a data dos “Trilhos do Almourol”, segundo ele em princípio em 2013 lá estará novamente. Obrigado Tiago pela confiança.
Depois de muito subir deixámos o estradão, nesse momento vou correndo na companhia dos amigos Vitorino Coragem, Aníbal Godinho, Carlos Sousa e Ana Grosnik, os trilhos não muito técnicos, mas temos de ter atenção devido à lama.
Passagem rápida pelo primeiro ponto de abastecimento e toca a correr, pouco depois algumas dúvidas num trilho que apresentava poucas fitas, mas optámos por seguir em frente e em seguida começámos a ver atletas vindos da nossa esquerda, pensámos que eles se tinham enganado e que tinham cortado caminho (ou então nós tínhamo-nos enganado e percorrido alguns kms a mais), mas afinal não, nessa altura as duas provas (K42 e K21) utilizam o mesmo trilho. Na altura ficámos confusos, pois não sabíamos se estávamos enganados, mas lá seguimos corremos junto dos atletas que partiram 30 minutos depois, nessa altura tinhamos cerca de 12 km corridos e os do K21 estavam no 6º km.
O trilho tem uma vista espetacular sobre o mar, mas não nos podemos distrair, pouco depois já estamos no miradouro da “Bandeira”, em seguida entramos num estradão a descer que deu para ultrapassar muita gente.
Viragem à esquerda e um novo trilho com mais lama, foi necessário seguir com calma e com a ajuda das mãos agarrando algumas árvores para não cair, sigo agora atrás dum grupo de atletas do K21 onde se encontra o meu colega João Dias, na primeira oportunidade (numa subida) ultrapasso-o e sigo em direção às eólicas.
Ao ver o fotógrafo não esqueço a promessa que havia feito à Otília de sorrir.
Nesta altura opto por seguir num ritmo não muito forte, sabia que ainda faltava muito e como na semana anterior tinha tido um grande “empeno” na Serra De Arga tinha que ter calma.
Passagem pelo segundo ponto de abastecimento e ainda vou a tempo de ver o Maçarria do Benfica da Figueira da Foz a ser picado por uma vespa, poucos depois dá-se a separação dos dois percursos (K42 e K21), seguimos pelo estradão da direita, uns metros mais à frente uma queda do Maçarria sem consequências e uns kms mais à frente numa viragem à direita escorrego eu e vou ao chão, não é nada de grave, lavo as mãos numa poça de água e sigo, mais à frente cerca dos 20 km nova queda do Maçarria, aparentemente sem consequências.
Vou prosseguindo, agora a subir e aos 24 km somos presenteados por uma vista sobre o rio Mondego que nos faz pensar o porquê de andarmos metidos nestas corridas.
O percurso não oferece dificuldades, o ritmo de corrida é controlado, mas ao chegar aos 27 km, aparece-nos uma “parede” com piso escorregadio. Vou subindo agarrando a vegetação rasteira de forma a não cair para trás, a inclinação é brutal, mas a maior dificuldade é mesmo o piso.
Ao chegarmos ao topo temos o terceiro posto de abastecimento, nesse momento sou alcançado pelo Aníbal Godinho, que abastece e segue, eu demoro um pouco mais no abastecimento e parto no seu encalce, passamos a povoação de Vila Verde e entramos num trilho que sobe ligeiramente. As maiores dificuldades já tinham sido passadas, agora era gerir até ao final, mantendo um bom ritmo para terminar esta aventura.
Mesmo no final ainda tivemos a companhia da chuva, uma passagem por um túnel ferroviário abandonado e pelo último posto de abastecimento.
Após 4h46:08 de corrida, e 42 km nas pernas cortei a linha de meta no 21º lugar, desta vez com um sorriso na cara, para compensar a foto da chegada na Serra de Arga.
A Otília chegou mais uma vez com um sorriso que até faz pensar que isto é fácil. Terminou em 64º lugar, na companhia do colega Felício, com 5h53:49.
 
Resta-me dar os parabéns à organização, em especial ao amigo Jorge Freitas, pelo trabalho desenvolvido.
Na minha opinião uma prova não muito difícil (a manter neste nível) em que o percurso deste ano é muito mais interessante.
 
Saudações Trailianas